domingo 05 2014

O que fará Marina a partir de amanhã? Tomara que faça a coisa certa!

05/10/2014
 às 6:58



Se o Datafolha e o Ibope estiverem certos, contra a maioria das expectativas — desde que o avião que conduzia Eduardo Campos foi ao chão, no dia 13 de agosto —, o tucano Aécio Neves vai disputar o segundo turno da eleição presidencial com a petista Dilma Rousseff. Não se pode afirmar com certeza, é claro, já que a diferença está dentro da margem de erro, que é de dois pontos: o senador mineiro está numericamente à frente da ex-senadora do Acre por 24% a 22% no Datafolha e por 27% a 24% no Ibope. Ocorre que ele chega à reta final em ascensão, especialmente em São Paulo e Minas, e ela, em declínio. O mais provável, então, é que PSDB e PT voltem a se confrontar no dia 26 de outubro. Pois é… Esteja ou não no segundo turno, chegou a hora de Marina parar de errar. Será que ela consegue, pelo bem do país? Tomara que sim! Acho que ela perdeu o direito de cometer mais equívocos, especialmente os velhos.
Começo com a hipótese que hoje se mostra menos provável: ela passar para o segundo turno. Isso aconteceria numa situação extremamente difícil porque vem aumentando a distância que a separa de Dilma tanto no primeiro como no segundo turnos. Mas digamos que aconteça… A quem apelará Marina? Apenas às redes sociais, aos “sonháticos”, aos cultores da tal “nova política”, esse elemento etéreo e que se mostrou dos mais deletérios quando ela ascendeu ao topo da disputa?
Como esquecer que Marina rejeitou palanques tucanos em São Paulo e no Paraná, onde os governadores Geraldo Alckmin e Beto Richa, respectivamente, se reelegem no primeiro turno daqui a pouco? Em entrevista, Walter Feldman, um de seus coordenadores políticos, chegou a prever o fim do PSDB… Num comício no interior, os militantes da rede deram um sumiço em cartazes em que sua imagem aparecia ao lado da de Alckmin. Houve outros erros — tratarei deles em outro post.
Muito bem: estando no segundo turno, Marina vai procurar o PSDB para dialogar ou vai insistir em que os tucanos, a exemplo de petistas, são apenas a “velha política? Bastará contar com o conforto de que a esmagadora maioria do eleitorado de Aécio migraria para ela? Seria um erro fatal.
Mas…
Ocorre que, tudo indica, Marina não vai para o segundo turno. E, mais nessa hipótese do que na outra, é que se vai testar a dimensão de alguém que se quer uma liderança nacional. Em 2010, Marina optou por aquilo que se chama “zona de conforto”. O José Serra ao qual ela andou dirigindo elogios recentemente é aquele mesmo que disputou a eleição presidencial com ela. No embate do tucano contra Dilma, Marina se omitiu na neutralidade. Disse, com aquele gesto, que, para o país, era indiferente vencer um ou outro. Será que ela continua a pensar isso hoje? Será que é o que nos diz a Petrobras? É o que nos diz o crescimento? É o que nos diz a desordem nas contas públicas? É o que nos diz o aparelhamento de estado? É o que nos diz a campanha suja que o PT move contra… Marina?
Ora, o que será feito desta vez? No debate da Globo, em que se saiu notavelmente mal, Marina chegou a dizer que Aécio e o PSDB se igualam a Dilma e ao PT no ataque que fazem a ela. Não é verdade! Essa desculpa não poderá ser usada de novo se Marina decidir apenas assistir à disputa de camarote. As críticas de Aécio foram de natureza política, absolutamente legítimas e naturais no debate. Lembrar a trajetória de alguém não é sinônimo de mentir. Já a campanha do PT foi obviamente desonesta. Afirmar que a independência do Banco Central levaria a fome à mesa dos brasileiros é uma estupidez. Acusar a adversária de planejar um corte de R$ 1,3 trilhão da educação é um despropósito.
A escolha
Sim, é razoável o raciocínio de que a esmagadora maioria do eleitorado de Aécio migraria para Marina, independentemente do movimento que ele fizesse — que, obviamente, seria em favor dela, mesmo indo para a oposição depois. Afinal, o agora senador é o primeiro a afirmar que o país não pode continuar mais quatro anos sob o jugo petista. Mas não só isso: os eleitores do PSDB são autenticamente oposicionistas, e a esmagadora maioria faria um voto anti-Dilma ainda que o tucano pedisse o contrário — o que, de resto, jamais aconteceria.
É, sim, compreensível a especulação de que parte do eleitorado de Marina pode, inicialmente, resistir ao tucano porque, sei lá, ou tem um viés mais à esquerda ou está por demais imbuído dos prolegômenos da tal “nova política”, sejam eles quais forem. Isso não a eximiria de fazer uma escolha. É justamente em momentos assim que entra em cena aquele ou aquela que aspira ao papel de líder nacional.
Se Marina, eventualmente fora do segundo turno, se omitir mais uma vez, então estará a dizer ao país que, segundo seu entendimento, política é a arte de receber apoios, mas de nunca dar apoio. Se, de novo, optar pela neutralidade, estará afirmando a seu eleitorado que, para o Brasil, é irrelevante ter Aécio ou Dilma no comando. Na prática, estará falsificando o próprio discurso. Afinal, ela própria fez o elenco dos motivos — muitos motivos — por que o PT não pode continuar no poder. Fiel, ademais, a seus princípios, não precisaria nem negociar cargos nem integrar a base de apoio de um governo Aécio — que fosse para a oposição depois. Incompreensível, aí sim, será se ela der a sua contribuição pessoal, pela via da omissão, à eventual reeleição de Dilma.
Se passar para o segundo turno, o que é pouco provável, Marina terá de refazer as pontes que dinamitou; se não passar — e tudo indica que não passará —, terá de fazer pontes com o futuro e com o seu próprio futuro político. Ela foi muito eloquente na campanha em dizer por que o PT não pode continuar. Que colabore, então, para tirá-lo do trono! A menos que considere que o povo faz por merecer os malefícios que ela mesma apontou.
Assim, como ela mesma diria, chegou a hora de Marina “ganhar ganhando” ou de “ganhar perdendo”. Só não vale é “perder perdendo”.
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-que-fara-marina-a-partir-de-amanha-tomara-que-faca-a-coisa-certa/

16 DOSAGEM DO USO DO CLORETO DE MAGNESIO





Cloreto de Magnésio - por Dr. Luiz Moura





Eduardo Jorge vai votar de bicicleta - e segue para museu com o neto

Eleições 2014

O candidato à Presidência da República pelo Partido Verde, Eduardo Jorge, chega de bicicleta para seção eleitoral em uma escola na Vila Mariana, em São Paulo
O candidato à Presidência da República pelo Partido Verde, Eduardo Jorge, chega de bicicleta para seção eleitoral em uma escola na Vila Mariana, em São Paulo  (Paulo Lopes/Folhapress)
O candidato do Partido Verde (PV) à Presidência, Eduardo Jorge, chegou de bicicleta ao Colégio Cristo Rei, na Vila Mariana, em São Paulo, onde vota. Ele estava acompanhado de um de seus seis filhos e de seu neto, que cantou o jingle da campanha para os jornalistas. Jorge afirmou que seu partido não ficará neutro no segundo turno, como aconteceu nas eleições de 2010. "Se a gente não for para o segundo turno, vamos discutir com A e B e ver quem está mais próximo da gente. Isso é um compromisso”, disse. Depois da votação, ele tirou selfies com o repórter de um programa de televisão humorístico e disse que a próxima agenda do dia será levar o neto para o museu. (Com Estadão Conteúdo)

Aécio vota e comenta arrancada: 'Não sou azarão. Sou determinado'

Eleições 2014

Tucano foi amplamente assediado no caminho até a seção de votação, em Belo Horizonte. Prometeu uma 'bicicletada' no segundo turno

Laryssa Borges, de Belo Horizonte
Aécio Neves com a mulher Letícia Weber, Antônio Augusto Anastasia e Pimenta da Veiga na assembléia de voto em Belo Horizonte, Minas Gerais
Aécio Neves com a mulher Letícia Weber, Antônio Augusto Anastasia e Pimenta da Veiga na assembléia de voto em Belo Horizonte, Minas Gerais (Douglas Magno/AFP)
O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, votou pouco antes das 11 horas deste domingo no Colégio Estadual Central, em Belo Horizonte, e disse que sua subida nas pesquisas de intenção de voto na reta final da disputa não o coloca como “zebra” ou “azarão” na corrida presidencial. O tucano, que está numericamente à frente de Marina Silva (PSB), embora ainda na margem de erro, fez uma análise da campanha e prometeu reverter o atual favoritismo da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT). “Vou fazer uma bicicletada no segundo turno”, afirmou o candidato ao arriscar, momentos antes da votação, dar voltas em uma bicicleta elétrica fornecida por um apoiador. “Não sou nem azarão nem zebra. Sou um determinado, um brasileiro que não desiste nunca”, disse.
Aécio votou acompanhado da mulher Letícia Weber e do candidato do PSDB ao governo mineiro Pimenta da Veiga e foi amplamente assediado no caminho até a seção eleitoral. Posou para votos e foi recebido com gritos de apoio. Mais cedo, acompanhou a votação do candidato ao Senado, Antonio Anastasia, e do próprio Pimenta.
Após deixar o Colégio Estadual Central, no bairro de Lourdes, na capital mineira, o tucano disse que, mesmo quando ainda amargava a terceira colocação, com 15% das intenções de voto, não havia perdido a esperança de chegar ao segundo turno. Ele destacou que houve uma “reviravolta” no quadro eleitoral com a morte do candidato do PSB Eduardo Campos, em um acidente aéreo, e com a consequente substituição do pessebista pelo nome de Marina Silva. Na avaliação de Aécio, essa alteração de candidatos, aliada ao cenário de tragédia, pode ter levado o eleitor de grandes colégios eleitorais a ter optado por Marina em um primeiro momento e só ter definido realmente seu voto nos momentos finais das eleições.
“Nunca perdi a confiança na nossa possibilidade de chegar ao segundo turno e não chegamos ainda. Vamos aguardar com muita humildade, registro isso de forma muito enfática. Temos pesquisas e sinalizações, mas o que vale é o que vai ser apurado a partir das 5 horas da tarde”, afirmou. De acordo com o candidato, a mudança exigida pela sociedade nas manifestações de junho do ano passado passa "essencialmente" pela derrota do PT, mas também pela reversão do quadro de baixo crescimento econômico e controle da inflação.
“Esse sentimento de mudança que permeia a sociedade brasileira, e ele é amplo, pressupõe não apenas a derrota do PT, que é essencial, mas a introdução de um projeto capaz de permitir ao Brasil a voltar o crescer, controlando a inflação, melhorando nossos indicadores sociais, resgatando nossa capacidade de atrair o capital privado como parceiro da nossa infraestrutura, por exemplo. Sempre acreditei e sempre confiei, mas uma campanha é feita de altos e baixos”, afirmou. “Não posso acreditar que esse sentimento de mudança amplo hoje na sociedade possa ser expresso pela reeleição da presidente da República e do grupo político que há 12 anos não fez essas mudanças que sociedade aguarda”, disse.
O candidato do PSDB comentou ainda a oscilação de seu desempenho em São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país e agora responsáveis pelo crescimento de seu nome na reta final das eleições. “Percebia sempre eu não havia ainda um voto consolidado, inclusive nesses grandes colégios eleitorais. Talvez por essa eleição ter tido esse impacto tão forte, com essa mudança do cenário com a nova candidata, tenha levado o eleitor a demorar um pouco mais para consolidar seu voto”.

A arrancada de Aécio

Eleições 2014

Depois de passar boa parte da campanha na terceira colocação, candidato tucano chega à eleição com boas chances de passar para o segundo turno

Laryssa Borges, de Belo Horizonte
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves durante campanha neste domingo (28), em São João del-Rei, Minas Gerais
O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves durante campanha neste domingo (28), em São João del-Rei, Minas Gerais - Ivan Pacheco/VEJA.com
Às 12h30 do dia 13 de agosto, o senador Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência da República, pousou em Natal (RN) para uma rodada de viagens pelo Nordeste, na época considerado o plano de voo ideal para subir nas pesquisas. Informações desencontradas sobre o paradeiro do adversário Eduardo Campos chegavam à cúpula da campanha do PSDB. Minutos depois, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, confirmou a notícia: Campos havia morrido em um acidente aéreo na cidade de Santos (SP). Aéco trancou-se em um quarto. “Podia ter sido eu”, disse o tucano aos assessores mais próximos. Afirmou que não tinha preparado a própria família para tragédias como a que abateu o ex-governador de Pernambuco. E telefonou para a filha Gabriela e para a mulher, Letícia. O filho Bernardo, prematuro, havia recebido alta na mesma semana e provocado uma rápida interrupção na maratona de viagens do tucano. A morte de Eduardo Campos mudaria completamente a campanha presidencial.
Nas últimas semanas de campanha, Aécio voltou a recorrer ao Nordeste. Entre uma cidade e outra da região metropolitana de Belo Horizonte, telefonou para correligionários e pediu que espalhassem em estados nordestinos que ele havia pedido novamente a bênção de Padre Cícero para vencer as eleições. Em seguida, já municiado com as recentes pesquisas que apontavam seu crescimento, disse ao site de VEJA que o curso daquela campanha presidencial tinha saído do controle pelo “imponderável” e que ele não havia errado em sua estratégia eleitoral. Comemorou o crescimento em colégios eleitorais estratégicos, como Minas Gerais e São Paulo e confidenciou: as pesquisas internas do PSDB apontavam empate técnico na véspera do primeiro turno. O ânimo dos primeiros dias de campanha havia voltado.
Políticos que acompanharam de perto a construção da candidatura do senador Aécio Neves à Presidência da República contam que o mineiro havia feito os primeiros gestos concretos em fevereiro do ano passado: afagou o senador paulista Aloysio Nunes Ferreira com a liderança do PSDB na Casa, e assegurou uma das vice-presidências do partido para o ex-governador Alberto Goldman. Às vésperas de ser confirmado como presidente nacional do PSDB, em maio do ano passado, terminava de construir as principais pontes com o grupo ligado ao ex-governador José Serra. Nas últimas duas eleições presidenciais, os próprios tucanos reconheceram que disputas internas desmobilizaram a sigla e ajudaram a minar as chances de derrotar o PT.
Bem avaliado como governador de Minas Gerais por dois mandatos e com o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Aécio ganhou o aval do partido para ser o nome tucano a concorrer ao cargo mais alto da República. Mas, se a candidatura de Aécio foi costurada livre das recorrentes disputas internas em eleições passadas, um conjunto de fatores externos colocou em risco a passagem do PSDB para o segundo turno: a trágica morte de Eduardo Campos (PSB) em agosto levou a ex-senadora Marina Silva (PSB) ao páreo em um momento de forte comoção no país. Mais: o candidato tucano ao governo de Minas Gerais, Pimenta da Veiga, enfrenta uma campanha complicadíssima no segundo maior colégio eleitoral brasileiro, terra natal de Aécio.
No início do ano, quando ainda arrematava as linhas finais que utilizaria na campanha presidencial, Aécio tinha metas claras para abrir vantagem de pelo menos 3 milhões de votos em Minas Gerais, seu reduto político, e ser o protagonista da oposição ao PT. As intenções de votos em solo mineiro, entretanto, demoraram a aparecer. Depois de uma infrutífera imersão ao Nordeste, onde não era – e continua não sendo – conhecido pelo eleitorado, Aécio decidiu apostar as fichas no seu estado. A cada pesquisa em setembro, o tucano encampava uma subida lenta, porém contínua. Com isso, chegou a 26% na véspera da eleição, ultrapassando Marina pela primeira vez. E os votos de Minas Gerais devem levá-lo ao segundo turno.
Aos primeiros indícios de que havia voltado a ser competitivo, com chances de ultrapassar Marina Silva e disputar o segundo turno com a petista Dilma Rousseff, Aécio se dedicou a uma espécie de imersão mineira. Visitou as principais cidades do estado e lugares onde tradicionalmente não costuma ir, como a favela Pedreira Prado Lopes, em Belo Horizonte. Enquanto caminhava de favela em favela a dois dias das eleições, recebeu o novo tracking (pesquisas internas): havia ultrapassado Marina Silva e estava na segunda colocação, embora ainda na margem de erro. No último dia de campanha, tentou os últimos votos novamente em comunidades mais carentes e, ao avistar simpatizantes petistas durante o trajeto de uma de suas carreatas, se recusou a mudar de rota. Seguiu adiante.
Ainda que nos últimos dias o clima na campanha do tucano tenha sido de euforia com a possibilidade concreta de chegar ao segundo turno – se o quadro não fosse revertido, ele seria o primeiro tucano a não disputar o turno em 20 anos –, os quatro meses de disputa eleitoral foram de altos e baixos, conforme descrição dos próprios correligionários. Publicamente, Aécio sempre disse que chegaria ao segundo turno, mas teve de administrar contratempos como o desânimo de aliados – alguns evitaram aparecer ao lado do candidato para não comprometer suas candidaturas nos estados –, queda na arrecadação de recursos após cair para a terceira colocação e a notícia de que construiu um aeroporto, quando era governador, na terras de familiares – ele afirma que a área é pública.
Nos últimos dias de campanha, já com indicações de levantamentos internos de que chegaria empatado com Marina Silva às vésperas das urnas, retirou o peso das críticas a Marina Silva. A estratégia, apoiada por caciques como Fernando Henrique Cardoso, é interpretada como um sinal claro de abertura de uma possível aliança no segundo turno.