quinta-feira 16 2014

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A declaração absurda de Haddad sobre a Cracolândia

Veja.Com

O Centro de São Paulo, agora, tem donos oficiais
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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), é uma piada. Leio na Folha a declaração que ele deu sobre a Cracolândia: “Conseguimos mudar a cara da região em apenas dois dias”.
Santo Deus!
Ele se refere ao desmonte de uma favela que havia sido criada praticamente no meio da rua. Criada, atenção!, na sua gestão, sob os seus olhos, sob os cuidados de seu governo inerme.
Moravam lá cerca de 300 pessoas. Haddad resolveu lhes pagar R$ 450 por mês, com casa e comida de graça. Elas, claro!, acharam um bom negócio. Nem mesmo precisam parar de consumir a droga ou fazer tratamento. Nada disso! O prefeito lhes dará a grana para comprar as pedras — claro, eventualmente, elas podem comprar iogurte.
O resto da Cracolândia segue sendo a miséria de sempre. Mas, para o prefeito, a cara da região já mudou. Faça o seguinte, paulistano: tente transitar ali pela praça Sagrado Coração de Jesus para ver como estão as coisas… Eu estou brincando. Não vá!
A região reúne um público de dois mil dependentes, mais ou menos. Os hotéis de Haddad oferecem abrigo para 300. Atenção! Eles vão dormir lá. Durante o dia, estão circulando pela praça.
E por que o mistificador é tratado por setores da imprensa como um gênio? Em primeiro lugar, afinidades ideológicas. Em segundo, porque a causa de fundo que os une é a descriminação das drogas. Na prática, o prefeito declarou o Centro da cidade uma área livre para o consumo, com patrocínio público.
Parte do jornalismo acha que isso é progressista.
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-declaracao-absurda-de-haddad-sobre-a-cracolandia/

Jason Mraz -I'm Yours (live)



Jason Mraz - PSA - The Nature Conservancy



Consumo moderado de álcool reforça vínculos sociais

Comportamento

Pesquisa com 720 pessoas indicou que a bebida alcoólica pode estimular a conversa, trazer mais experiências positivas e reforçar a amizade

Amigos bebendo juntos
Pesquisa da Universidade de Pittsburgh confirmou que beber em grupo aumenta o vínculo social (Digital Vision)
Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh concluíram que o consumo moderado de álcool em grupo reforça os vínculos sociais e as sensações positivas mais do que outras bebidas não alcoólicas (com as devidas ressalvas). O estudo será publicado na próxima edição do periódico Psychological Science.
Segundo os pesquisadores, estudos anteriores envolvendo álcool não levavam em conta o efeito que a bebida causava quando consumida em grupo. "Consideramos que a interação social tinha uma relação fundamental com os efeitos do álcool", disse Michael Sayett, professor de psicologia na Universidade de Pittsburgh e coordenador do estudo.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Alcohol and Group Formation: A Multimodal Investigation of the Effects of Alcohol on Emotion and Social Bonding


Onde foi divulgada: revista Psychological Science


Quem fez: Michael A. Sayette, professor de psicologia da Universidade de Pittsburgh


Instituição: Universidade de Pittsburgh, EUA


Dados de amostragem: 720 adultos


Resultado: Consumo moderado de álcool em grupo favorece o vínculo entre as pessoas, estimula as risadas e melhora a sensação de bem-estar até mesmo entre desconhecidos.
Segundo esta nova pesquisa, ao beber as pessoas dão risadas com mais frequência e ao mesmo tempo. Essa "ação coordenada" aumenta os vínculos sociais, o tempo de conversa entre as pessoas e reduz as emoções negativas. Os pesquisadores ainda não avaliaram as diferenças entre personalidades e as relações familiares dos envolvidos no estudo.
Método - Para chegar ao resultado, foram selecionados 720 participantes que não se conheciam previamente. Foram montados grupos de três pessoas em diferentes variações: três homens, três mulheres, dois homens e uma mulher e duas mulheres e um homem.
Cada grupo passou por três rodadas de bebidas: alcoólicas (uma parte de vodca com três partes de suco de cranberry), não alcoólicas e placebos (de sabor parecido com as bebidas alcoólicas, mas sem a substância: no lugar da vodca era servida água tônica). A dose moderada era de 0,82 grama por quilo para os homens e 0,74 para mulheres.









As sessões foram gravadas. Em seguida, os pesquisadores avaliaram as reações usando o método Facs (da sigla em inglês, Sistema de Códigos de Expressões Faciais) e as falas. Nas entrevistas posteriores às rodadas de bebidas, os grupos alcoólicos relataram com maior frequência os bons momentos e o envolvimento de todos na discussão.
"Com os resultados podemos começar a questionar por que o álcool nos faz sentir melhor em grupo e se há evidências de que os participantes podem desenvolver algum problema com o consumo desta substância", disse Sayett.

Não é para você

Apesar de a bebida alcoólica, com moderação, proporcionar benefícios para a saúde, ela não é indicada para todos. Existem pessoas que não devem ingerir quantidade alguma de álcool, já que os prejuízos são muito maiores do que as vantagens. Sinal vermelho para quem tem os seguintes problemas:
Doença hepática alcoólica: é a inflamação no fígado causada pelo uso crônico do álcool. Principal metabolizador do álcool no organismo, o fígado é lesionado com a ingestão de bebidas alcoólicas.

Cirrose hepática:
 o álcool destrói as células do fígado e é o responsável por causar cirrose, quadro de destruição avançada do órgão. Pessoas com esse problema já têm o fígado prejudicado e a ingestão só induziria a piora dele.


Triglicérides alto: 
o triglicérides é uma gordura tão prejudicial quanto o colesterol, já que forma placas que entopem as artérias, podendo causar infarto e derrame cerebral. O álcool aumenta essa taxa. Portanto, quem já tiver a condição deve manter-se longe das bebidas alcoólicas.


Pancreatite: a doença é um processo inflamatório do pâncreas, que é o órgão responsável por produzir insulina e também enzimas necessárias para a digestão. O consumo exagerado de álcool é uma das causas dessa doença, e sua ingestão pode provocar muita dor, danificar o processo de digestão e os níveis de insulina, principal problema do diabetes.


Úlcera: é uma ferida no estômago. Portanto, qualquer irritante gástrico, como o álcool, irá piorar o problema e aumentar a dor.


Insuficiência cardíaca: por ser tóxico, o álcool piora a atividade do músculo cardíaco. Quem já sofre desse problema deve evitar bebidas alcoólicas para que a atividade de circulação do sangue não piore.


Arritmia cardíaca: de modo geral, ele afeta o ritmo dos batimentos cardíacos. A bebida alcoólica induz e piora a arritmia.               




Redobre a atenção

Há também aqueles que devem ter muito cuidado ao beber, mesmo que pouco.Tudo depende do grau da doença, do tipo de remédio e do organismo de cada um.
Problemas psiquiátricos: o álcool muda o comportamento das pessoas e pode alterar o efeito da medicação. É arriscada, portanto, a ingestão de bebida alcoólica por aqueles que já têm esse tipo de problema.

Gastrite: é uma fase anterior à úlcera e quem sofre desse problema deve tomar cuidado com a quantidade de bebida alcoólica ingerida. Como pode ser curada e controlada, é permitido o consumo álcool moderado, mas sempre com autorização de um médico.


Diabetes: 
Todos os diabéticos devem ficar atentos ao consumo de álcool. A quantidade permitida dessa ingestão depende do grau do problema, dos remédios e do organismo da pessoa. Recomenda-se, se for beber, optar por fazê-lo antes ou durante as refeições para evitar a hipoglicemia.

Consumo de álcool pode acelerar perda de memória

Neurociência

Resultado foi encontrado em homens de meia-idade que ingeriam mais de duas doses diárias de bebidas alcoólicas

Álcool: consumo excessivo da substância pode provocar prejuízo de memória equivalente a até seis anos de envelhecimento
Álcool: consumo excessivo da substância pode provocar prejuízo de memória equivalente a até seis anos de envelhecimento (Thinkstock)
Os homens de meia-idade que consomem mais de duas doses de bebida alcoólica por dia podem acelerar a perda de memória em até seis anos, revela um estudo publicado no periódicoNeurology.
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Alcohol consumption and cognitive decline in early old age

Onde foi divulgada: periódico Neurology

Quem fez: Séverine Sabia, Alexis Elbaz, Annie Britton, Steven Bell, Aline Dugravot, Martin Shipley, Mika Kivimaki e Archana Singh-Manoux

Instituição: University College London, na Inglaterra, e outras

Resultado: O consumo de mais de duas doses de bebida alcoólica por dia pode acelerar a perda de memória em homens de meia-idade
Mais de 5.000 homens de meia-idade (de 44 a 69 anos) participaram do estudo. Eles responderam perguntas sobre seus hábitos de consumo alcoólico em três ocasiões, durante um intervalo de dez anos. Também foram submetidos a testes cognitivos e de memória, repetidos duas vezes nos dez anos seguintes.
"Nosso estudo sugere que beber em alta quantidade está associado a uma queda mais rápida de todas as áreas da função cognitiva nos homens", afirma Severine Sabia, pesquisadora da University College London e uma das autoras do estudo.
Não houve diferenças em perda de memória entre os homens que não bebiam e os que tomavam menos de duas doses (cerca de 20 gramas de álcool) por dia. Acima dessa quantidade, as habilidades mentais dos participantes começaram a declinar de forma mais rápida. Os homens que bebiam 36 gramas de álcool ou mais diariamente – cerca de duas latas e meia de cerveja – tiveram quedas mais acentuadas em sua memória e nas funções cerebrais, podendo chegar a um prejuízo equivalente ao envelhecimento de seis anos.
(Com Agência France-Presse)

Horror nas cadeias pode destronar clã Sarney no MA

Maranhão

Desgastada pela crise nos presídios e pela onda de ataques nas ruas, Roseana Sarney agora hesita em deixar o governo para disputar o Senado

Felipe Frazão
LAGOSTA, DÓLARES E CAVIAR - Em meio à crise, o governo Roseana Sarney encomendou lagosta. Criticado, substituiu o pedido por caviar. A governadora (ao lado do ministro José Eduardo Cardozo) entregou a administração dos presídios do estado ao amigo e sócio da família que, em 2002, a socorreu quando a PF encontrou 1,3 milhão de reais na sede da empresa de seu marido
LAGOSTA, DÓLARES E CAVIAR - Em meio à crise, o governo Roseana Sarney encomendou lagosta. Criticado, substituiu o pedido por caviar. A governadora (ao lado do ministro José Eduardo Cardozo) entregou a administração dos presídios do estado ao amigo e sócio da família que, em 2002, a socorreu quando a PF encontrou 1,3 milhão de reais na sede da empresa de seu marido (Marlene Bergamo/Folhapress)
Uma crise na área de segurança pública pode comprometer os planos de qualquer governante em ano eleitoral. Em 1992, o massacre no presídio paulista do Carandiru, uma rebelião que terminou com 111 detentos mortos, tornou-se marca indelével na trajetória do então governador Luiz Antonio Fleury Filho, que hoje amarga o ostracismo político. Neste ano, a grande questão no cenário eleitoral do Maranhão é se as mortes bárbaras ocorridas dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas – com decapitações e esquartejamentos – e fora dele, com ônibus incendiados e uma menina de seis anos queimada viva, terão impacto para destronar um grupo político que governa o Estado há quase meio século.
Os três candidatos de oposição à governadora Roseana Sarney (PMDB), filha do senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB), são ligados ao Judiciário e a bandeiras dos direitos humanos. O mais conhecido deles é o ex-juiz e ex-deputado Flávio Dino (PCdoB), atual presidente da Embratur, que tentou unificar os partidos de oposição à gestão Roseana numa votação plebiscitária “anti-Sarney”. Também deverão concorrer a deputada estadual Eliziane Gama (PPS) e o advogado Luis Antonio Pedrosa (PSOL). Os dois presidem comissões de Direitos Humanos no Maranhão – ela na Assembleia Legislativa, ele na seção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A família Sarney pretende lançar na disputa Luis Fernando Silva (PMDB), atual secretário de Infraestrutura de Roseana. A governadora conta com o apoio do PT, que indicou o vice-governador e tem secretarias no primeiro escalão. Porém, no próprio PT a questão é controversa. Desde 2010, parte do diretório estadual não aceita o acordo com a família Sarney, mas a ordem vem de cima: a presidente Dilma Rousseff exige a manutenção da aliança – com apoio dos Sarney, ela obteve 79% dos votos no Maranhão na eleição passada. Quando a crise no sistema prisional se amplificou, Dilma se apressou em socorrer os Sarney: enviou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao Maranhão. A incursão de Cardozo, que apareceu nas imagens de TV ao lado de Roseana anunciando uma parceria vaga entre os governos federal e estadual, ajudou a aplacar a crise e tirar o Maranhão do noticiário nacional.
“O PT hoje é nosso parceiro, tanto nacionalmente como no Estado”, afirma o líder do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado estadual Roberto Costa. “A possibilidade de reeditar a aliança é muito forte.” Costa diz que a candidatura de Luis Fernando Silva terá ainda os apoios de DEM, PTB, PSD, PV e uma série de legendas nanicas.
Trio – Por causa da intervenção da direção nacional do PT na disputa em 2010, o comunista Flávio Dino afirma que não mobilizará a estrutura do PCdoB pelo apoio dos petistas. “Tem que deixar o PT decidir no tempo dele, já que a decisão é nacional mesmo. Se o PT vier, vai ser muito bem-vindo”, diz ele. “É uma contradição absoluta um partido que se autodenomina dos trabalhadores apoiar o último dos coronéis brasileiros.”
Em sua conta, Dino soma o apoio dos partidos Solidariedade, PDT, PP, Pros e o PTC, do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, cuja candidatura foi apadrinhada por ele. Em uma jogada que interfere na disputa presidencial no Maranhão, Dino prometeu ao vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB), a vaga na chapa para disputar o Senado.
Riqueza – Roseana afirmou em entrevista coletiva que o Maranhão “vai muito bem” e que uma das explicações para a crise violenta é que “o Estado está mais rico”. O governo maranhense comemorou no ano passado ter ultrapassado, por 17 reais, o pior PIB per capita do país, ostentado agora pelo Piauí (7.835 reais). O Maranhão tem o segundo pior (7.852 reais). Roseana desgastou mais sua imagem ao vir à tona a informação de que ela iniciou a compra de lagostas, uísque e caviar para o buffet do Palácio dos Leões. Das janelas do prédio histórico, a governadora assistiu a uma passeata que pedia “a devolução do Maranhão” – seguida de um pedido de impeachment protocolado por advogados que militam em ONGs de Direitos Humanos.
“A violência é lamentável, mas há uma ligação direta entre o que acontece dentro e fora da penitenciária com o sistema político implantado, que está totalmente comprometido com o patrimonialismo”, critica Dino.
De 2010 a 2013, os homicídios em São Luís e na Região Metropolitana aumentaram 62% - de 499 para 807 casos, no ano passado. O crack invadiu o interior do Estado (39 cidades declaram ter nível alto de problemas pelo consumo da droga, segundo a Confederação Nacional dos Municípios). A violência tira a tranquilidade do hábito nordestino de sentar na frente de casa para prosear com os vizinhos à tarde.
O funcionalismo público, principalmente no setor da Segurança, reclama da falta de estrutura e principalmente de pessoal. O governo tenta concluir um concurso aberto em 2012 para 2.400 vagas de policiais militares e civis. Em meio à onda de violência, a gestão Roseana passou a exibir na TV uma propaganda em que apresenta como inovação uma central de videomonitoramento instalada no segundo semestre de 2013, em São Luís.
O sindicato dos agentes penitenciários (Sindspem) aponta a terceirização como o fator que fragilizou a segurança e permitiu a barbárie no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. O governo maranhense contratou duas empresas para controlar os presídios, a VTI Tecnologia da Informação e a Atlântica Segurança Técnica – que tem como representante Luiz Carlos Cantanhede Fernandes, sócio do marido da governadora, Jorge Murad, em outra empresa.
O clã Sarney também enfrenta dificuldades em negociações com parlamentares aliados. No ano passado, Roseana perdeu o ex-delegado e deputado estadual Raimundo Cutrim, que se rebelou da base e migrou direto para a oposição – no caso, o PCdoB. A insatisfação com o valor de emendas parlamentares no “bloquinho”, um grupo minoritário de deputados que não aderiram oficialmente à situação nem à situação, atrasou a votação do Orçamento de 2014 na Assembleia Legislativa.
Até a crise chegar ao Palácio dos Leões, em janeiro, o plano de Roseana era disputar uma cadeira no Senado, o que a obrigaria a deixar o governo até o começo de abril, prazo exigido pela Lei Eleitoral. Mas os planos estão parados. “Existe uma indefinição por parte dela”, diz Roberto Costa, líder do seu partido na Assembleia. Ainda é cedo para dimensionar o tamanho do desgaste provocado pela selvageria de Pedrinhas no capital eleitoral dos Sarney. Mas já é possível afirmar, segundo políticos maranhenses e assessores do Palácio do Planalto, que o grupo enfrentará sua mais complicada eleição em décadas de hegemonia.

Suíça bloqueia quase 7 milhões de dólares de contas ligadas ao mensalão do DEM

Política

A Justiça do país apontou que pelo menos nove contas secretas estão ligadas ao esquema de corrupção do Distrito Federal. 37 pessoas são acusadas, entre elas o ex-governador José Roberto Arruda

Reprodução de vídeo gravado, pelo ex-secretário de Relacões Institucionais do governo de Brasília, Durval Barbosa, sobre o esquema de pagamento de propina a parlamentares mostrando o empresário Alcyr Collaço guardando maços de notas nas partes íntimas
Reprodução de vídeo gravado, pelo ex-secretário de Relacões Institucionais do governo de Brasília, Durval Barbosa, sobre o esquema de pagamento de propina a parlamentares mostrando o empresário Alcyr Collaço guardando maços de notas nas partes íntimas - Tribuna do Brasil

A Justiça da Suíça bloqueou 6,8 milhões de dólares depositados em nove contas secretas em Genebra e Zurique por suspeitar que o dinheiro esteja ligado ao esquema de corrupção do Distrito Federal, conhecido como mensalão do DEM.
Documento mostra que as contas foram congeladas em março do ano passado e, depois disso, houve duas tentativas de reverter a decisão e movimentar o dinheiro.
As autoridades do país europeu entraram no caso depois de receberem informações da Procuradoria-Geral da República em setembro de 2012. Os investigadores brasileiros apontaram indícios de lavagem de dinheiro e remessa de quantias supostamente desviadas do Distrito Federal para as duas cidades suíças.
O Ministério Público da Suíça, então, abriu "instrução penal" para apurar "diversas contas". A investigação acarretou no pedido de bloqueio do dinheiro.
Três meses antes de pedir ajuda às autoridades do país europeu, a Procuradoria-Geral denunciou ao Superior Tribunal de Justiça 37 pessoas por envolvimento no mensalão do DEM, que envolvia acusações de desvio de dinheiro público. Entre os acusados estão o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e o ex-vice-governador Paulo Octávio. Na época do escândalo ambos eram filiados ao DEM, um dos principais partidos de oposição ao governo - a dupla ficou no comando do Distrito Federal entre os anos de 2007 e 2010. Quando o caso veio à tona, no fim de 2009, Arruda chegou a aparecer em um vídeo recebendo maços de dinheiro.
O delator do esquema foi Durval Rodrigues Barbosa, que à época era secretário do governo Arruda no Distrito Federal. Ele também está entre os denunciados, mas poderá ser beneficiado por ter revelado os desvios de dinheiro. Os denunciados negam relação com as contas na Suíça.
Letras - O documento da Justiça da Suíça não é explícito em relação aos envolvidos no esquema e como o dinheiro foi remanejado. Fala apenas em "37 pessoas acusadas de participar de desvios de dinheiro público e de atos de corrupção de funcionários do Estado". Também diz que uma delas, identificada apenas como "H", "é acusada de ter cometido atos de corrupção ativa e lavagem de dinheiro". E cita também o envolvimento de "J", um "ex-governador do Distrito Federal suspeito de ser o responsável pela organização criminal ativa em atos de corrupção visados pelo procedimento estrangeiro".
As letras citadas pelo documento não representam as iniciais dos nomes dos envolvidos. Essa é apenas uma forma de a Justiça suíça manter os nomes dos suspeitos em sigilo, até a conclusão do processo.
O documento diz ainda que "H" controla várias empresas e mantinha "relações comerciais com o Distrito Federal no domínio de serviços de informática". "Com o objetivo de estabelecer novas relações comerciais com o governo do Distrito Federal e ou de manter as relações já existentes, 'H' teria dado vantagens financeiras a 'J', então governador do Distrito Federal e seus cúmplices, retirando um porcentual do montante das faturas pagas pelo governo do DF às empresas de seu grupo."
A Justiça do país europeu diz ainda que "entre 2006 e 2010 sua sociedade teria recebido mais de 45 milhões de reais do governo do Distrito Federal. Ele (H) é acusado ainda de ter, entre o final de 2005 e início de 2006, financiado a campanha eleitoral de "J" no valor de 1 milhão de reais, em troca de promessas de futuros contratos com o governo do DF às sociedades de seu grupo", diz o documento. "No fim de 2006, 'H' teria obtido um contrato de cerca de 9,8 milhões de reais em favor de sua sociedade".
A investigação constata que "H" abriu pelo menos duas das nove contas sob suspeita, ambas em Genebra.
Bloqueio bancário - O documento afirma ainda que as contas permaneceram bloqueadas mesmo após os dois pedidos de reversão da decisão por parte dos suspeitos porque, "por enquanto, na medida em que as transferências de dinheiro operadas para e a partir das relações bancárias incriminadas se inscrevem em um contexto pelo menos nebuloso, é legítimo nutrir as dúvidas quanto à origem dos fundos”. 
Acusações infundadas - O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda negou ontem, por meio de seu advogado, Nélio Machado, envolvimento nas investigações que estão sendo conduzidas na Suíça. "Segundo meu cliente, as chances de haver procedência nessa informação é zero. Não tem o menor fundamento".
Em fevereiro de 2010, José Roberto Arruda chegou a ser preso, acusado de tentar subornar testemunhas no inquérito da Operação Caixa de Pandora. A investigação da Polícia Federal revelou o esquema de desvio de dinheiro conhecido como mensalão do DEM - e de obstrução à Justiça. Para a defesa, que afirmou não ter conhecimento de nenhum dinheiro de Arruda no exterior, é necessário que se prove o envolvimento do ex-governador com as contas clandestinas em Genebra e Zurique.
Improbidade - No caso do mensalão do DEM, Arruda foi condenado em primeira instância por improbidade administrativa em dezembro do ano passado. A condenação se estende a outros três réus: a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), seu marido, Manoel Costa de Oliveira Neto, e o ex-secretário de Arruda, Durval Barbosa. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios determinou o ressarcimento de 300.000 reais aos cofres públicos por danos morais. Arruda e a deputada Jaqueline Roriz tiveram os direitos políticos suspensos por oito anos, período no qual ficam proibidos de ocupar cargos públicos. Delator do esquema, Barbosa teve parte da pena extinta por ter feito um acordo de delação premiada com o Ministério Público.
Sem concordar com a sentença e alegando interesses políticos em julgar o caso quatro anos depois das denúncias e com base no depoimento de Barbosa, o advogado de Arruda no caso, Edson Smaniotto, disse que vai recorrer da decisão. Embora os vídeos que motivaram a investigação sejam de 2006, a operação da Polícia Federal foi deflagrada apenas no fim de 2009. 
A defesa contesta a alegação da acusação, segundo a qual Arruda teria pagado 50.000 reais, por meio de Durval Barbosa, a Jaqueline e seu marido para apoiá-lo em sua campanha para o governo do DF em 2006. O dinheiro, segundo as investigações, teve origem em empresas de informática que pagavam propina para fechar contratos com o governo.
Em depoimento, Jaqueline Roriz confirmou o recebimento do dinheiro, mas disse que seria usado para custear sua campanha à Câmara, o que configura caixa dois.
O processo criminal, no qual Arruda é um dos 37 denunciados pela Procuradoria-Geral da República, ainda não foi julgado pelos ministros Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação foi proposta em 2012. 

(Com Estadão Conteúdo) 

Em sete dias, site de Genoino arrecada mais de R$ 450 mil

Por Mateus Coutinho, estadao.com.br
 VERGONHA!!

Dados preliminares do departamento jurídico do PT mostram que petista já conseguiu mais de 67% do valor da multa imposta no processo do mensalão; Genoino tem que pagar R$ 667,5 mil até o próximo dia 20




Em sete dias, site de Genoino arrecada mais de R$ 450 mil
"Familiares e amigos de Genoino já conseguiram mais de R$ 450 mil em site"
Sete dias após sua criação, o site feito para obter doações ao ex-deputado José Genoino, condenado no processo do mensalão, já arrecadou, até a manhã desta quinta-feira, 16, mais de R$ 450 mil. As informações são do coordenador do Núcleo Jurídico do PT, Marco Aurélio Carvalho. O valor corresponde a mais de 67% do total da multa imposta ao petista pela, no valor de R$ 667,5 mil. O ex-presidente tem até o próximo dia 20 para pagar a multa.
Ainda de acordo com os dados preliminares do PT, a quantia arrecadada até o momento contou com a contribuição de cerca de 500 doadores. "São desde o militantes que ganham um salário mínimo até professores de Direito e deputados federais. Isso é um motivo de puro conforto para Genoino e sua família", comenta Carvalho.
Na semana passada, a Justiça atualizou o valor da multa do petista, cujo valor inicial era de R$ 468 mil. A correção foi feita com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a partir da data dos fatos que foram julgados pela Justiça. Ou seja, os R$ 468 mil eram em valores de 2003.
Casa. Como informou o Estado nesta quinta, enquanto sua família e seus amigos se mobilizam para arrecadar os recursos, Genoino alugou uma casa em uma região de classe média alta em Brasília no valor de R$ 4 mil. O imóvel tem 450 m² e servirá para hospedar o petista enquanto ele aguarda a definição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre sua prisão domiciliar.
No final de dezembro, Joaquim Barbosa estabeleceu um prazo de 90 dias, contados desde 21 de novembro, para Genoino ficar em prisão domiciliar em Brasília. Ao fim desse prazo, Barbosa decidirá, após reavaliação do estado de saúde do petista, se o ex-presidente do PT voltará a cumprir pena na prisão em regime semiaberto pela condenação por corrupção ativa.

A manobra de Toffoli para instituir sua 'PEC 37' nas eleições

Eleições 2014

Tribunal Superior Eleitoral aprovou resolução que limita a atuação do Ministério Público durante as eleições; PGR deve acionar o Supremo

Laryssa Borges, de Brasília
José Antonio Dias Toffoli durante julgamento do mensalão, em 13/09/2012
Ministro José Dias Toffoli, futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (Nelson Jr./SCO/STF)
No ano passado, quando os protestos que tomaram as ruas do país ampliaram a lista de reivindicações para além do reajuste das tarifas de transporte público, o Brasil descobriu a PEC 37. A sigla denominava uma Proposta de Emenda Constitucional em aprovação no Congresso destinada a impedir que o Ministério Público conduzisse investigações criminais, prerrogativa que passaria a ser exclusiva da polícia. Promotores e procuradores reagiram e batizaram a proposta de "PEC da Impunidade". Diante da pressão popular contra a corrupção e a morosidade do Congresso, o movimento contra a PEC 37 ganhou adesão de quem saiu às ruas para protestar. Resultado: acuados, os deputados enterraram a proposta.
No apagar das luzes de 2013, quando a onda de manifestações era passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) resolveu impor um outro tipo de mordaça no Ministério Público, desta vez em âmbito eleitoral. Pelas mãos do ministro José Antonio Dias Toffoli, ex-advogado do PT e a quem caberá a tarefa de conduzir o tribunal durante as eleições, foi aprovada a resolução 23.396/13. A nova regra estabelece que, com exceção dos casos de flagrante delito, o "inquérito policial eleitoral somente será instaurado mediante determinação da Justiça Eleitoral". Ou seja: para investigar um caso, o Ministério Público precisará de autorização prévia do juiz eleitoral.
Embora o mentor da resolução tenha sido Toffoli, os demais ministros do tribunal avalizaram a medida – o único voto contrário foi o de Marco Aurélio Mello. Nos bastidores do TSE, a avaliação de advogados e procuradores é que a matéria foi aprovada de forma açodada. Durante a sessão, somente os ministro Henrique Neves e Laurita Vaz se manifestaram – e de forma breve e lacônica. “O que se pretende é concentrar no juiz eleitoral toda e qualquer investigação para que não se façam investigações que eventualmente podem vir à tona ou não”, disse Henrique Neves.
Segundo um ministro da Corte, o tema será rediscutido em fevereiro – esse tipo de resolução pode ser modificada na volta do recesso. Não é possível afirmar se o tribunal irá recuar da medida. Mas é possível afirmar que Toffoli colocou o tribunal em situação delicada. Em ano eleitoral, é fato que o número de investigações contra candidatos desagrada a classe política. Em alguns casos, essas investigações se transformaram em processos – o país tem hoje, por exemplo, doze governadores na berlinda.
Ofensiva – Entre integrantes do Ministério Público, a sensação é de que começou a ganhar corpo mais uma tentativa de tolher a atuação de promotores e procuradores, desta vez no campo eleitoral – como em casos de compra de votos ou uso da máquina. A Constituição estabelece como função institucional do Ministério Público “requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais”. Não há exceção na Constituição quando o crime é eleitoral.
“É uma nova tentativa de barrar o Ministério Público, desta vez em investigações eleitorais. É um retrocesso para a história e um estímulo a crimes como corrupção eleitoral e uso indevido da máquina”, diz a 1ª vice-presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Norma Cavalcanti. “Essa resolução é um prato cheio para a criminalidade, é absurda, opaca e exótica, é de um casuísmo tamanho que não sabemos a que interesses servem."
Na avaliação do juiz Marlon Reis, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, ao impor um juiz eleitoral como “intermediário” entre o Ministério Público e a investigação de um candidato, a resolução abre espaço para que as investigações travem nas mãos da Justiça, tornando mais demorada a punição efetiva do candidato irregular. “Fica mais burocrático e demorado o processo de abertura de inquérito porque a resolução submete a abertura de inquérito ao crivo do Poder Judiciário”, afirma. “Essa medida vai na contramão do que exigiu a sociedade, que tomou as ruas e protestou contra a PEC 37."
Poder de polícia – Nas discussões sobre a redação que seria dada à resolução que trata dos crimes eleitorais, a Polícia Federal também pediu para ter a prerrogativa de abrir inquérito sem a necessidade prévia de requisição ao Ministério Público ou à Justiça Eleitoral. Na redação final votada no plenário do TSE, porém, Toffoli não atendeu ao pleito dos policiais.

"No entendimento da ADPF, ter que esperar pela autorização de um Juiz competente esvaziará o princípio da oportunidade na coleta de provas, além de contrariar a celeridade processual, tão caro nas apurações eleitorais, podendo redundar em impunidade", afirmou, em nota, Marcos Leôncio Ribeiro, presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal.
Nesta terça-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, prometeu ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o TSE não recue da resolução. O ministro Marco Aurélio fez coro à PGR e pediu que o tribunal reconsidere a medida para evitar "um desgaste maior", algo que, a julgar pelos últimos passos, não parece preocupar o futuro presidente da Corte eleitoral.

GOVERNO BATE RECORDE NOS GASTOS COM CARTÕES


EM 2013, GOVERNO DILMA BATEU O RECORDE: R$ 61 MILHÕES COM OS CARTÕES


O dinheiro torrado em 2013 com cartões corporativos do governo federal ultrapassou os R$ 61 milhões e estabeleceu o novo recorde do mandato de Dilma Rousseff, segundo o Portal da Transparência. Como sempre campeã, a Presidência da República gastou R$ 18,6 milhões, mas 95% do total são mantidos sob sigilo sob a alegação de “garantir a segurança”, por isso não são detalhados no Portal da Transparência.
Se fosse ministério, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estaria em empate técnico com a Justiça. Gastaram mais de R$ 11 milhões cada.
Se a história se repetir, governo vai estourar os limites este ano. O ex-presidente Lula torrou R$80 milhões em 2010, ano da eleição de Dilma.
Campeão de uso de cartão do governo foi o servidor Bruno Schettino com mais de R$ 105 mil gastos em churrascarias, pizzarias, flores etc.
Raul Mourão, outro servidor do governo, sacou R$ 9.170 na boca de caixas eletrônicos, para despesas de “pequeno vulto”. 

'Rolezinho' ganha tom político e vira passeata

São Paulo

Entidade a favor dos direitos dos negros e o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) organizam 'protestos' em shopping centers

Mariana Zylberkan
Jovens barram escada rolante do Shopping Metrô Itaquera durante 'rolezinho' - (11/01/2014)
Jovens barram escada rolante do Shopping Metrô Itaquera durante 'rolezinho' - (11/01/2014) - Robson Ventura/Folhapress
Organizados por jovens da periferia de São Paulo, os chamados “rolezinhos” em shoppings centers seguiam um modelo de convocação padrão em páginas do Facebook: “Não é encontro de fãs, porque aqui ninguém é famoso. É mesmo para dar uma curtida, tumultuar, tirar várias fotos e dar uns beijos”. Desde o início desta semana, porém, o tom de brincadeira abriu espaço para a manipulação de movimentos de esquerda, que encontraram na confusão causada pela invasão de jovens nos corredores de shoppings uma brecha para impor um deturpado discurso político. Com o poder de disseminação das redes sociais, os rolezinhos se espalharam pelo país. E até entidades de defesa dos direitos dos negros e o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) agora querem convocar seus próprios rolezinhos. O primeiro deles está marcado para esta quinta-feira. Na página do MTST no Facebook, há um chamado para o “Rolezão contra o Apartheid” nos shoppings Jardim Sul e Campo Limpo, em São Paulo. No próximo sábado, será a vez do JK Iguatemi receber o “rolé contra o racismo”.
A modalidade do “rolezinho engajado” surgiu na esteira de uma liminar obtida na Justiça pelo Shopping JK Iguatemi, que barrou a entrada de menores desacompanhados no último fim de semana. Simultaneamente, policiais combateram com bombas de efeito moral e disparos de balas de borracha o “rolezinho” organizado no Shopping Metrô Itaquera, na periferia paulistana. Os ativistas acusam os centros comerciais de discriminação ao selecionar quem podia entrar ou não no local, um espaço de livre trânsito, mas povoado por estabelecimentos privados. Ativistas usam o documentário Hiato como exemplo de conduta. No vídeo de 2000, um grupo de sem-teto foi a um shopping na Zona Sul do Rio de Janeiro e provocou mal-estar de lojistas e consumidores ao provar roupas e comer sanduíches de mortadela na praça de alimentação.
Os “rolezinhos” são frequentados por jovens da periferia adeptos do chamado funk ostentação. São fãs do MC Daleste, assassinado em julho do ano passado durante um show na cidade de Campinas (SP). Trechos de suas músicas são reproduzidos nas redes sociais por jovens, como o aspirante a cantor de funk Jefferson Luis, de 20 anos. Foi ele quem convocou o “rolezinho” no shopping Internacional de Guarulhos, em dezembro, para “protestar contra a falta de opções de lazer na periferia”. Na ocasião, a aglomeração de funkeiros coincidiu com a aprovação na Câmara Municipal de São Paulo do projeto de lei que proíbe a organização de bailes funk a céu aberto nas ruas da cidade. O prefeito Fernando Haddad (PT) vetou o texto no último dia 7, conforme publicação no Diário Oficial.
Assim como aconteceu com os protestos de junho, são muitas as tentativas de explicar as motivações e teorias sociais por trás do movimento de jovens da periferia paulistana – agora do país todo. O presidente da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), Luiz Fernando Veiga, juntou os dois fenômenos de massa em uma mesma frase para tentar chegar a alguma conclusão, evocando os “Black blocs” que se infiltraram nos protestos pela redução das tarifas de transporte público em 2013: “As pessoas viram os protestos terminar em quebra-quebra e acham que vai acontecer a mesma coisa quando veem um monte de jovens correndo pelos corredores do shopping. Cria-se um clima de pânico”.
O setor se esforça para afastar qualquer rusga de preocupação com os “rolezinhos”. De acordo com Veiga, 30% dos custos de um shopping é voltado à segurança. Tanto investimento é feito para consolidar a imagem de segurança nos centros comerciais. “É como uma tempestade de verão, vai passar”, diz o presidente da Abrasce, após se reunir em caráter emergencial com representantes de 55 shoppings do Estado de São Paulo, nesta quarta-feira.  
Em reunião com o comando da Policia Militar nesta quarta-feira, o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, chamou os “rolezinhos” de fenômeno cultural que não deve ser tratado como caso de polícia. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) declarou no início da semana que irá apurar acusações de exageros da PM ao conter o “rolezinho” no shopping Metrô Itaquera com bombas de efeito moral e tiros de bala de borracha. 
Apesar dos discursos, a aglomeração de pessoas é uma preocupação real. Nos cinco encontros em shoppings realizados desde dezembro, foram registrados oito boletins de ocorrência e quatro inquéritos policiais foram abertos. Dois deles são investigados pelo 65° DP (Artur Alvim). O mais recente inclui imagens captadas pelas câmeras de segurança do Shopping Metrô Itaquera, que mostra uma correria seguida por um ataque a dois irmãos, que tiveram a carteira, o celular e uma corrente de ouro roubados.  A cena aconteceu no último fim de semana, quando um stand de produtos eletrônicos na estação de metrô foi saqueado por um grupo que fugia dos seguranças do shopping. “Os ‘rolezinhos’ só viram caso de polícia quando infrações são cometidas. Mas, é inegável que o registro dessas infrações aumenta quando há aglomeração de pessoas”, diz o delegado titular da 65º DP, Luiz Antônio da Cruz.
Boatos - Mesmo rápida, a confusão provocada pelo “rolezinho” deixa um rastro de insegurança por onde passa, assim como ocorre em outros tipos de multidões – estádios de futebol são um bom exemplo.
São muitas as informações desencontradas que circulam entre lojistas e frequentadores do Shopping Metrô Itaquera. Uma funcionária afirma que a loja Boticário foi destruída no último fim de semana e que jovens chegaram a fumar maconha nos corredores. Vendedoras da loja desmentiram a informação e disseram que, assim como todos os lojistas, abaixam as portas quando percebem princípio de tumulto.
“Na primeira vez, tinha jovens com bebidas subindo nas mesas. Quando percebo um movimento diferente, eu falo para famílias com crianças: ‘Vai embora porque vai piorar’”, diz Gabrielle Leandro, de 18 anos, vendedora da loja Twister Games.
Os frequentadores se dividem entre opiniões que defendem ou rejeitam barrar jovens na entrada dos shoppings. “A juventude deveria ser mais criativa, sem bagunça. Se eles cantassem músicas ou declamassem poesias eu aplaudiria, mas não devem ser barrados”, diz o aposentado Evaldo Pereira dos Santos, 67 anos.
Desde o começo do ano, ao menos seis shoppings centers entraram com pedido de liminares para barrar a entrada de possíveis adeptos dos “rolezinhos”. O Shopping Parque Dom Pedro, em Campinas, teve o pedido negado, e o Shopping Campo Limpo, parcialmente aceito. O próprio juiz que concedeu o direito ao Shopping JK Iguatemi refletiu sobre a saia-justa jurídica em sua decisão. “O Estado não pode garantir o direito de manifestações e olvidar-se do direito de propriedade, do livre exercício da profissão e da segurança pública”, escreveu o juiz Alberto Gibin Villela da 14.ª Vara Cível da Comarca de São Paulo.

Cientistas brasileiros anunciam descoberta de fóssil de réptil de 60 milhões de anos

Paleontologia

Crocodilo guerreiro, encontrado no Rio de Janeiro, foi um predador carnívoro, semiaquático e com cerca de 2 metros de comprimento

"Sahitisuchus fluminensis"
Painel do "Sahitisuchus fluminensis" apresentado no Museu de Ciências da Terra (Divulgação/www.cprm.gov.br)
Pesquisadores do Rio de Janeiro anunciaram a descoberta do mais antigo crocodilo encontrado no Estado. Batizado de Sahitisuchus fluminensis, que significa crocodilo guerreiro fluminense, o fóssil tem aproximadamente 60 milhões de anos. A revelação foi feita nesta quarta-feira no Museu de Ciências da Terra, no Rio de Janeiro.

O fóssil do Sahitisuchus fluminensis foi encontrado no Parque Paleontológico de São José de Itaboraí, na região metropolitana do Rio, na década de 1940. No "Berço dos Mamíferos", como é conhecido o parque, os cientistas encontraram um crânio parcialmente completo (com 32 centímetros) e bastante conservado, com as primeiras vértebras cervicais acopladas a ele.

Somente depois de 70 anos de estudos, os paleontólogos Alexandre Keller e André Pinheiro, do Museu de Ciências da Terra, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), e Diógenes Campos, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conseguiram reconstruir o animal.

Longa demora – A apresentação do crocodilo guerreiro demorou tanto porque os cientistas precisaram reunir outros materiais (como dentes) para identificar características do fóssil. Ele seria um predador carnívoro (com dentes serrilhados e focinho alto e comprido), semiaquático, ágil, com aproximadamente 2 metros de comprimento e hábito de caçar em bando.

"Estudar essa fauna é importante para compreendermos mais sobre o período entre a extinção dos dinossauros e o surgimento dos mamíferos", diz o pesquisador Diógenes Campos. O crocodilo guerreiro do Rio de Janeiro pertence a um grupo natural da América do Sul, com espécies encontradas na Bolívia e na Argentina. Apesar de ter sobrevivido à grande extinção do período Cretáceo (145 milhões a 65 milhões de anos atrás), não há descendentes da espécie atualmente.

"Ainda não sabemos a causa do desaparecimento total desse grupo. Podem ser fatores climáticos ou mesmo migração de outras espécies mais fortes para a América do Sul", afirmou André Pinheiro. Hoje, existem apenas cinco espécies de crocodilos na América do Sul.
(Com Estadão Conteúdo)