terça-feira 30 2012

Kassab manda seus 8 vereadores mudar de lado. Ou: A mais nova peça da lavanderia de reputações do PT


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Bem, a esta altura, não há nada de surpreendente na notícia, mas vamos lá. Os oito vereadores eleitos do PSD, sob a liderança de Gilberto Kassab, já emitiram uma nota, em parecia com o PSB, de apoio ao futuro prefeito, Fernando Haddad.
Muito bem! A futura composição da Câmara é esta:
PT – 11
PSDB – 9
PSD – 8
PV – 4
PTB – 4
PMDB – 3
PR – 3
PSB – 3
PPS – 2
DEM – 2
PRB – 2
PHS – 1
PSOL – 1
PC do B – 1
PP – 1
Vamos ver. Foram eleitos na oposição ao petismo os vereadores do PSDB (9), do PSD (8), do PV (4), do PTB (4), do PR (3), do PPS (2), do DEM (2) e do PSOL (1). Só aí haveria uma bancada de 33 do total de 55.
Mas quê… O PSD, como se vê, menos de 48 horas depois do resultado, já anuncia a formação — que é chamada de “manutenção” — de um “bloco” com o PSB… Que coisa fantástica esse jogo do ganha-ganha de Kassab, não é mesmo? Vejam que o tal bloco terá 11 parlamentares e suplanta o PSDB como segunda bancada… Espero que os tucanos também tentem fazer o seu, não é?
Contra a vontade do PSDB, Kassab praticamente impôs a formação da bloco partidário também para a disputa das vagas na Câmara. E agora já fez o partido migrar para o outro lado. Dos que se elegeram na oposição ao petismo, certos mesmo são os votos do… PSDB. Talvez o do PSOL…
As forças que elegeram Haddad fizeram, contando com boa vontade, 20 vereadores. Mas há uma boa possibilidade de que ele forme uma bancada superior a 40… O PT preza tanto Kassab porque ninguém trabalha com tanta determinação para destruir os tucanos em São Paulo. 
É o que aqueles “intelectuais” que dão plantão no Estadão chamam “modernidade”…
A partir de hoje, Kassab passa a ser o mais novo patriota a ser exaltado pelo petismo e seus blogs amestrados. “E você, Reinaldo?” Eu? Ora, eu sempre escrevi aqui que sua gestão tinha sido bem melhor do que se alardeava na imprensa e nos blogs sujos, não é? E não mudei de ideia. E estou censurando, sem mudar uma vírgula do que escrevi, esse espetáculo indecoroso de adesismo.
Os petistas já achincalharam Collor e depois lavaram a sua reputação. Já achincalharam Ciro e depois lavaram a sua reputação (andam tentados a achincalhá-lo de novo!). Já achincalharam Sarney e depois lavaram a sua reputação. Já achincalharam Maluf e depois lavaram a sua reputação. Achincalharam Kassab, e chegou a hora de enviá-lo também à lavanderia de reputações. Em breve, será um homem bom, um grande realizador. O preço, em todos os casos, é um só: cair de joelhos diante do partido, ainda que todos tenham sido bem remunerados por isso.
É a modernidade identificada por aqueles tais “cientistas políticos”.
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

Antigamente, o jornalismo…


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… ao ouvir a fala de um político sobre uma determinada questão legal, procuraria fazer uma consulta para saber se o que ele dizia, afinal, procedia ou não.
Hoje em dia, depende muito de quem diz. Vejam o caso de Fernando Haddad, saudado por amplos setores da imprensa e por intelectuais do nariz marrom como um homem “novo e moderno”.
Ele já anunciou que vai dar um truque nos paulistanos e que vai deixar o bilhete único mensal e o fim da taxa veicular para 2014. Alega dificuldades de ordem técnica, legislativa.
Tudo conversa mole. O caso do bilhete único é mera questão tarifária. Basta um decreto seu enviado à Câmara com cinco dias de antecedência. No caso da taxa da inspeção, sempre entendi que havia dinheiro para a Prefeitura pagar pelo serviço — afinal, a empresa que faz o trabalho tem de receber — sem cobrar nada dos donos de veículo.
Haddad também pode resolver a coisa no primeiro ano. Basta cobrar um valor simbólico dos donos de carro. Eu iria sugerir R$ 0,1, mas seria complicado por várias razões. Ora, multiplique isso por 10 e se passe a cobrar R$ 1. Qual é a dificuldade?
Mas sabem como é… Haddad é um homem bacana. Se ele disse que não é legalmente possível fazer isso já, então é o caso de acreditar.
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/antigamente-o-jornalismo/

PT quer mensaleiro solto e jornalistas e juízes na cadeia…


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É isso aí. Alguns bananas da imprensa devem estar felizes, não é mesmo? Outros bananas que não são exatamente da imprensa, mas que a frequentam, idem. Acharam que o tucano José Serra fez muito mal em levar a questão do mensalão para a eleição. Há tontos rematados, se é que não lhes falta mesmo caráter, a hipótese mais provável, atribuem a isso a derrota… Não! Tratava-se apenas de dar tratamento político ao que político era. Ademais, seria preciso conhecer o resultado de uma campanha que ignorasse o mensalão para ter como comparar… Bem, o ponto é o seguinte: nesta quinta, o PT vai vomitar um manifesto contra a condenação dos mensaleiros.
Tanto o mensalão era relevante no debate público — alguém tinha alguma dúvida — que o PT esperou o fim da votação para, então, sair em defesa de seus criminosos, atacando o estado de direito. Em seu “manifesto”, vai acusar o tribunal de ter abandonado “as teses do direito pena que garantem as liberdades individuais”. É mentira! Não houve mudança nenhuma de jurisprudência no Supremo. Ocorre que o PT acha que tribunal e cadeia foram feitos para seus inimigos. Como é sabido, o partido estimula uma cultura do debate que é hostil até a cadeia para bandidos, não é mesmo? O partido gostaria mesmo é de encarcerar adversários políticos e alguns juízes.
O PT, que é um partido muito ético, vocês sabem, tem um estatuto que prevê a expulsão de membros do partido condenados em última instância em processo criminal: está previsto lá, no artigo 231, inciso XII. Não será aplicado desta vez, claro! Ao contrário, o partido quer o mensaleiro Genoino, que foi votar cercado de espancadores, na Câmara Federal.
Individualmente, o partido foi o mais votado do Brasil no primeiro turno — apenas 4% a mais do que em 2008. O eleitorado cresceu bem mais do que isso. Está hoje na Prefeitura de seis capitais; terá quatro. Organizou a máquina para fazer 800 prefeitos; chegou a 634 cidades. PSDB e DEM acabaram levando sete das 15 maiores cidades do Nordeste. No Norte do país, três capitais serão administradas por oposicionistas.
Assim, a absurda arrogância, que leva o PT a afrontar o Poder Judiciário, tem apenas um nome: São Paulo — e um sobrenome: Fernando Haddad. Não tivesse a legenda obtido êxito em São Paulo, o tal manifesto não viria a público. O partido pretende tomar a vitória na maior capital do país — onde foi sufragado por 39% dos eleitores apenas, com abstenção recorde — como absolvição nas urnas.
A se julgar pelas “análises” feitas por alguns especialistas isentos como um táxi, o tucano José Serra não deveria nem mesmo ter tocado no assunto, embora o nome do jogo sempre fosse este: mensalão! Fernando Haddad é a cara mais supostamente inocente de uma tentativa de cercar o Judiciário.
No tal manifesto, os petistas devem pedir também o “controle da mídia”. Vejam que espetáculo: nem mesmo esse jornalismo — com as exceções de praxe — rendido ao partido serve ao PT. O partido quer mais. É próprio dos tiranos e das tiranias: a sujeição do outro lhes assanha o desenho de mais subserviência.
Fico cá a pensar naquele editorial que defendeu que os mensaleiros não sejam enviados para a cadeia…  Os mensaleiros e seus amigos, por sua vez,  não desistiram de pedir cadeia para os jornalistas e para os juízes. Mas fiquem tranquilos: só para os que escreverem coisas erradas e não julgarem do modo certo…
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/pt-quer-mensaleiro-solto-e-jornalistas-e-juizes-na-cadeia/

Esta foto explica por que o Brasil, na fórmula famosa, é um país rico composto de uma imensidão de pobres



Vejam esta foto, de Marcos Bezerra, da Futura Press.
A imagem marca o encontro entre o prefeito Gilberto Kassab (PSD), em cima de quem Fernando Haddad (PT), o eleito, venceu a disputa. A campanha petista praticamente não disse por que o tucano José Serra não poderia ser eleito. As suas virtudes ou defeitos pessoais ficaram de lado. Dizia-se que não poderia ser porque continuaria a… gestão Kassab.
Agora de volta à foto. Os idiotas da… subjetividade (!) diriam que aí está uma prova de civilidade política, não é mesmo? Mas não! O que se tem acima explica por que, na formulação conhecida, o Brasil é um país rico composto de uma esmagadora maioria de pobres — embora os bate-paus da versão neoliberal do lulismo tenham inventado uma “classe média” de gente que ganha uns R$ 300 por mês… “Neoliberal por quê, Reinaldo?” Porque são supostos liberais que hoje estão a serviço do “estado forte” petista. São apenas oportunistas rematados — alguns são meros “dinheiristas” disfarçados de defensores do livre mercado… Tenho por estes mais desprezo do que pelos, sei lá, economistas do… PSOL!
Nos EUA, adversários se abraçam e se cumprimentam depois de eleições e coisa e tal. Mas republicanos sabem que seu papel é fazer oposição a democratas, e democratas sabem que seu papel é fazer oposição a republicanos. “Fazer oposição” significa vigiar o outro, em nome dos eleitores.
O que se tem acima é mero exercício de cooptação, que já estava em curso no próprio processo eleitoral, é bom deixar claro! Se o PSD não é nem de direita, de esquerda ou de centro, seus receptores estão prontos a receber quaisquer proteínas, né? Os eleitores é que não sabiam. O prefeito vencido era, ora vejam!, na verdade, o vencedor. A derrota, a julgar pela expressão de Kassab, era só de Serra. A má gestão de Kassab, a julgar pela expressão de Haddad, era só um truque para pegar os trouxas.
Haddad, claro!, tem mais sorte do que teve José Serra, quando assumiu a Prefeitura em 2005. Encontrou o caixa vazio e filas de credores. A partir de hoje, a reputação de Kassab no jornalismo que o destroçou muda. Ele agora pertence ao “campo progressista”. Também em boa parte da imprensa brasileira, pecado mesmo é fazer oposição. Como poderia dizer o tal “cientista político” Humberto Dantas, isso é coisa de gente que tem ódio no coração. Quem ama faz como Kassab: adere.  
Abaixo, reportagem de Carolina de Freitas na VEJA.com:
Agora, Kassab elogia Haddad: ‘É capacitado, inteligente e tem formação moral’
Em mais um passo rumo à franca aproximação com o PT, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), fez rasgados elogios nesta terça-feira ao seu futuro sucessor: “Fernando Haddad é uma pessoa capacitada, inteligente, com boa formação moral, boa formação técnica e experiência na vida pública”, afirmou. “São Paulo estará em ótimas mãos. Tenho certeza que, daqui a quatro anos, ele vai entregar uma cidade melhor.”
Até o domingo, Kassab apoiava a candidatura de José Serra (PSDB) à prefeitura. O tucano usava como mote de sua campanha as frases: “Haddad é ruim de serviço” e “Ele não está preparado”. Já o petista passou a campanha inteira atacando a gestão de Kassab.
Kassab e Haddad estiveram reunidos por uma hora e meia no gabinete do prefeito, no Viaduto do Chá, centro de São Paulo, para dar início aos trabalhos de transição. Os dois vestiam terno cinza e gravata vermelha. Durante o pronunciamento de Kassab aos jornalistas, Haddad o olhava, com um discreto sorriso no rosto. Enquanto Haddad falava, Kassab fitava ora os jornalistas ora o chão.
O prefeito apresentou à equipe de Haddad os secretários de Governo, Nelson Hervey, e de Planejamento, Rubens Chammas, que farão a interlocução com os representantes do novo governo. O grupo de Haddad é comandado pelo vereador Antônio Donato e pelos acadêmicos da Universidade de São Paulo (USP) Luís Fernando Massonetto, de Direito, e Ursula Peres, de Finanças Públicas.
A primeira reunião formal do comitê de transição será nesta quinta-feira. O time de Haddad tem especial preocupação com os acontecimentos do início do ano, como as enchentes de janeiro e a organização do carnaval. Os petistas pediram acesso a informações sobre a situação financeira da prefeitura e sobre os contratos e licitações em andamento. O QG de Haddad, até o dia da posse, será um escritório cedido pela Caixa, na Praça da Sé. Além disso, Kassab ofereceu a Haddad uma sala dentro da prefeitura.
“O que está em curso não será descontinuado de nenhuma maneira. Queremos promover uma passagem de governo com toda tranquilidade, sem nenhum solavanco e com os serviços públicos sendo prestados normalmente”, disse Haddad. “Pretendo manter os programas da prefeitura que vêm correspondendo aos anseios da população.”
AliançaO encontro entre Kassab e Haddad acontece em um cenário de aproximação do prefeito com o PT. Em São Paulo, os dois políticos já deixaram clara a disposição de ter na base da administração Haddad o PSD, partido fundado e presidido por Kassab. Em Brasília, há articulações em curso para dar um ministério a Kassab quando ele deixar a prefeitura. Em entrevista ao site de VEJA publicada neste sábado, o atual prefeito afirmou que uma de suas primeiras tarefas no próximo ano será decidir junto a seu partido sobre o apoio à presidente Dilma Rousseff. Por enquanto, oficialmente, o PSD é independente.
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/esta-foto-explica-por-que-o-brasil-na-formula-famosa-e-um-pais-rico-composto-de-uma-imensidao-de-pobres/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

De braço dado com Kassab, Haddad alega dificuldade legislativa e agora promete bilhete mensal só em 2014. É mentira! Não há dificuldade nenhuma! Basta um decreto! Mudança de tarifa não precisa ser aprovada por vereadores!


Reinaldo Azevedo

Então vamos ver. Gilberto Kassab era o grande Judas da campanha de Fernando Haddad. Até domingo. Hoje é terça-feira, e os dois já estão de braços dados. Eis a grande mentira, vamos dizer, conceitual. Os “cientistas políticos” não estão muito interessados nela.
Agora vêm as outras mentiras. Dois dos cavalos de batalha do petista durante a campanha foram a implementação do tal Bilhete Único Mensal e o fim da taxa de inspeção veicular. Alegando dificuldades legais, o prefeito eleito diz que são promessas que ele deve cumprir só em… 2014! Ah, bom!
“Meu compromisso é remeter essas iniciativas para a Câmara no primeiro momento e orientar a bancada o quanto antes”, disse. “Eu quero crer que, no segundo ano de governo [ou seja, em 2014], isso já esteja equacionado.”
Haddad está, como posso dizer?, faltando com a verdade. Está enrolando os paulistanos. Está dando um truque.
Para fazer a mudança prometida, Haddad, uma vez empossado, precisa apenas emitir um decreto, nada além!, cinco dias antes da entrada em vigor da mudança. É o que está na lei. Se ele quiser, o modelo pode ser implementado nos primeiros dias de governo. O resto é conversa mole.
Quanto à inspeção veicular, dizer o quê? Espero que algum vereador da oposição — acho que restará alguns, não é? — apresente um projeto para extingui-la imediatamente. Vamos ver quais serão as vozes contrárias…
Haddad esteve com o governador Alckmin e disse que pretende implementar as creches nas imediações das estações do metrô, uma proposta que era de Serra. Entendo! Embora ele seja o maior planejador de creches do mundo mundial, quer incorporar o programa dos adversários, o guloso — eis um homem bom!
Ora, cumpre à oposição, então, começar a incorporar as propostas de Haddad, certo? Uma das razões por que prosperou a mentira petista na esfera federal é o fato de que os valentes iam jogando seu programa de governo no lixo, e a oposição aplaudia: “Vejam, eles estão concordando conosco!!!” Era um erro brutal! Cheguei a escrever um artigo em 2003 para a revista da Fundação Teotônio Vilela sobre esse comportamento bobo do PSDB.
A melhor maneira de enfrentar um petista é levá-lo a cumprir as próprias promessas, assim como a melhor maneira de vencê-los num debate é forçá-los a dizer o que realmente pensam.
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/de-braco-dado-com-kassab-haddad-alega-dificuldade-legislativa-e-agora-promete-bilhete-mensal-so-em-2014-e-mentira-nao-ha-dificuldade-nenhuma-basta-um-decreto-mudanca-de-tarifa-nao-precisa-ser-apr/

Agora, Kassab elogia Haddad: 'É capacitado, inteligente e tem formação moral'


Eleições 2012

QG do prefeito eleito será em escritório cedido pela Caixa, no centro da cidade; primeira reunião do grupo de transição acontece nesta quinta-feira

Carolina Freitas
Fernando Haddad se encontrou com o atual prefeito, Gilberto Kassab, no Palácio do Anhangabaú
Fernando Haddad se encontrou com o atual prefeito, Gilberto Kassab, no Palácio do Anhangabaú (Marcos Bezerra/Futura Press)
Em mais um passo rumo à franca aproximação com o PT, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), fez rasgados elogios nesta terça-feira ao seu futuro sucessor: “Fernando Haddad é uma pessoa capacitada, inteligente, com boa formação moral, boa formação técnica e experiência na vida pública”, afirmou. “São Paulo estará em ótimas mãos. Tenho certeza que, daqui a quatro anos, ele vai entregar uma cidade melhor.”
Até o domingo, Kassab apoiava a candidatura de José Serra (PSDB) à prefeitura. O tucano usava como mote de sua campanha as frases: “Haddad é ruim de serviço” e “Ele não está preparado". Já o petista passou a campanha inteira atacando a gestão de Kassab. 
Kassab e Haddad estiveram reunidos por uma hora e meia no gabinete do prefeito, no Viaduto do Chá, centro de São Paulo, para dar início aos trabalhos de transição. Os dois vestiam terno cinza e gravata vermelha. Durante o pronunciamento de Kassab aos jornalistas, Haddad o olhava, com um discreto sorriso no rosto. Enquanto Haddad falava, Kassab fitava ora os jornalistas ora o chão.
O prefeito apresentou à equipe de Haddad os secretários de Governo, Nelson Hervey, e de Planejamento, Rubens Chammas, que farão a interlocução com os representantes do novo governo. O grupo de Haddad é comandado pelo vereador Antônio Donato e pelos acadêmicos da Universidade de São Paulo (USP) Luís Fernando Massonetto, de Direito, e Ursula Peres, de Finanças Públicas. 
A primeira reunião formal do comitê de transição será nesta quinta-feira. O time de Haddad tem especial preocupação com os acontecimentos do início do ano, como as enchentes de janeiro e a organização do carnaval. Os petistas pediram acesso a informações sobre a situação financeira da prefeitura e sobre os contratos e licitações em andamento. O QG de Haddad, até o dia da posse, será um escritório cedido pela Caixa, na Praça da Sé. Além disso, Kassab ofereceu a Haddad uma sala dentro da prefeitura. 
“O que está em curso não será descontinuado de nenhuma maneira. Queremos promover uma passagem de governo com toda tranquilidade, sem nenhum solavanco e com os serviços públicos sendo prestados normalmente”, disse Haddad. “Pretendo manter os programas da prefeitura que vêm correspondendo aos anseios da população.”
Aliança – O encontro entre Kassab e Haddad acontece em um cenário de aproximação do prefeito com o PT. Em São Paulo, os dois políticos já deixaram clara a disposição de ter na base da administração Haddad o PSD, partido fundado e presidido por Kassab. Em Brasília, há articulações em curso para dar um ministério a Kassab quando ele deixar a prefeitura. Em entrevista ao site de VEJA publicada neste sábado, o atual prefeito afirmou que uma de suas primeiras tarefas no próximo ano será decidir junto a seu partido sobre o apoio à presidente Dilma Rousseff. Por enquanto, oficialmente, o PSD é independente.
Então vamos ver. Gilberto Kassab era o grande Judas da campanha de Fernando Haddad. Até domingo. Hoje é terça-feira, e os dois já estão de braços dados. Eis a grande mentira, vamos dizer, conceitual.

Mensaleiros absolvidos do PT fazem festa na Câmara


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Ex-deputados Professor Luizinho e Paulo Rocha, que escaparam da condenação, festejaram durante reuniões de petistas na Câmara dos Deputados

Laryssa Borges
Os ex-deputados do PT Professor Luizinho (SP) e Paulo Rocha, durante a Exposição Comemorativa da Edição 5000 do Boletim do PT na Câmara
Os ex-deputados do PT Professor Luizinho (SP) e Paulo Rocha, durante a Exposição Comemorativa da Edição 5000 do Boletim do PT na Câmara (Andre Dusek/AE)
“Agora sou ex-deputado e ex-mensaleiro”
Balões vermelhos e estrelas brancas em referência ao Partido dos Trabalhadores decoravam nesta terça-feira o fim de uma rampa na Câmara dos Deputados. Convidados comemoravam, tilintando taças de champanhe, as 5.000 edições dos informes do PT na Câmara. Entre as personalidades, dois réus do mensalão absolvidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“Agora sou ex-deputado e ex-mensaleiro”, debochou, gargalhando, o ex-líder petista Professor Luizinho, absolvido do crime de lavagem de dinheiro na mais alta corte do país. Acusado de embolsar 20 000 reais do esquema de corrupção, Luizinho foi um dos políticos que enfrentou outro tipo de condenação: nas urnas. Em 2006, ele não conseguiu renovar seu mandato de deputado federal. Dois anos depois, não teve votos sequer para se eleger vereador em Santo André, no ABC paulista. 
Ao seu lado, mais contido, o também ex-líder Paulo Rocha sorria. Presidente do diretório do PT no Pará, Rocha também se livrou de uma condenação por lavagem. Ele foi beneficiado após um empate de cinco votos a cinco dentro do STF. Nas urnas, também foi castigado em 2010.
Em rodinhas, deputados, ex-congressistas e funcionários do PT comemoravam, ao som de “Lula lá”, as edições dos informes do PT na Câmara. Banners e painéis nas paredes foram fixados nas paredes com petistas históricos: o ex-presidente Lula, o ex-presidente do PT José Genoino pela corte, e o ex-deputado Paulo Rocha estampavam a galeria dos ex-líderes da legenda na Casa. O quadro ao lado mostrava aqueles que, filiados ao partido, ocuparam a presidência da Câmara dos Deputados: Arlindo Chinaglia, Marco Maia e João Paulo Cunha.
Augusto Nunes: Genoino quer esperar na Câmara o camburãoReinaldo Azevedo: PT quer mensaleiro preso e imprensa e juízes na cadeia
Genoino - Condenados no julgamento do mensalão, nem Genoino nem João Paulo apareceram na festa. Mas o lobby em favor do retorno de Genoino à Câmara não era escondido por ninguém. O ex-presidente petista, condenado no mensalão pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, pode ocupar, por ser o primeiro suplente do PT, a vaga de Carlinhos Almeida, eleito prefeito de São José dos Campos (SP).
“Politicamente e legalmente sim (é possível o retorno de Genoino). Do ponto de vista do PT não há nenhuma restrição”, dizia o presidente nacional da legenda, Rui Falcão. “O PT não está desgastado. Tentaram julgar o PT, mas quem está sendo julgado são as pessoas”, argumentava.
O presidente da Câmara, Marco Maia, resumia a possibilidade de posse de Genoino: “Ele pode tomar posse. É uma garantia da Constituição”. O atual líder petista, Jilmar Tatto, foi ainda mais explícito na defesa do correligionário: “Uai, por que não teria condições de tomar posse?”

As mudanças cosméticas de Haddad e o cinismo de Kassab



  • 29 de outubro de 2012
Categoria: Eleições 2012
Antes de fazer meu comentário político do dia, todos já devem ter visto que JT vai fechar e, por consequência, este blog terá o mesmo destino. Esta é, portanto, a última charge sobre política, mas este não será o último post. Amanhã farei aqui a despedida que todos merecem. Foram 5 anos de humor e críticas no jornal, dos quais metade pude compartilhar com vocês aqui no blog. Durante esse período, tentei pegar o maior número de políticos para colocá-los no mesmo saco de gatos. Serra, Lula, Sarney, Alckmin, Maluf, Dirceu, todos foram contemplados. Mas nenhum sofreu tanto na minha mão quantoGilberto Kassab. De 2011 para cá, dirigi a ele críticas pesadas, mas justas, no meu modo de entender — tanto que a população confirmou esse sentimento, reprovando-o nas urnas. Com o agravamento dosproblemas da cidade se somando à fundação dessa anomalia chamada PSD, aos incentivos fiscais e todas as politicagens do Itaquerão e às constantes proibições por toda a cidade. Em seus dois últimos anos de governo, Kassab mostrou exatamente o que ele é e espero que a população não se esqueça disso em futuros pleitos.
Sobre a pauta do dia, me perguntaram pelo Twitter sobre eventuais mudanças na cidade de São Paulo, agora que Haddad foi eleito. Bom, dá pra contar com algumas, pois são promessas de campanha relativamente fáceis de cumprir, como o fim da taxa de inspeção veicular, o bilhete único mensal, a desmilitarização das sub-prefeituras e o fim dessas proibições absurdas do Kassab. Mas, como resultado prático, teremos apenas uma maquiagem de uma cidade um pouco mais tolerante, com mudanças pontuais e cosméticas. De resto, não esperem por uma revolução, pois o que prevalecerá será a mesma incompetência, burocracia e fisiologismo de sempre. Sem falar da violência e dos incontornáveis problemas na saúde, educação, transporte e moradia.
Mas, falando em fisiologismo, além do Maluf mordendo cargos, assistiremos também ao nosso atual prefeito pulando a trincheira partidária (já que a ideológica não existe mais). Agora que ele ficará sem mandato — e com Serra fora da jogada —, comenta-se que Kassab assumirá um ministério ainda em 2013. Nada mais previsível, vindo de uma figura desprezível como essa, que joga na política de acordo com a conveniência.
Bom, é isso. Não estarei aqui para criticar a próxima gestão, portanto conto com o senso crítico de vocês. Amanhã temos o nosso último encontro, com um post especial sobre o nosso querido Dotô Paulo Maluf. Até lá.

PT já anuncia aliança duradoura com… Kassab!!!


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Então, leitor…

Entre abstenções (19,99%), brancos (4,34%) e nulos (7,26%), quase 32% (31,59%) dos eleitores paulistanos deixaram de votar num candidato à Prefeitura de São Paulo. Nunca se viu algo assim na cidade. Faz sentido? Ô, se faz!
Eu lhe forneço um primeiro elemento para entender o que NÃO É um fenômeno no sentido que essa palavra pode assumir: o do evento surpreendente.
Rui Falcão, presidente do PT, já veio a público hoje. Com aquele seu modo de ser — ninguém é tão friamente indecoroso como ele —, anunciou que o PT pretende fortalecer a aliança com o PSD de… Gilberto Kassab!
Sim, a gestão Kassab foi o grande espantalho no programa eleitoral do PT. Ao prefeito se atribuiu até ter-se recusado a fazer parcerias com o governo federal, que teria oferecido recursos para projetos na cidade, supostamente recusados. Tudo isso é falso. Tudo isso é mentiroso. Essas coisas não aconteceram.
Não obstante, Falcão já está anunciando a parceria porque o PSD certamente fará parte da base de apoio de Haddad na cidade. Também estará na base no governo federal e, provavelmente, vai levar um ministério. É isto mesmo: tanto o petismo como o próprio prefeito estão a anunciar que quem perdeu ontem em São Paulo foi Serra; Kassab ganhou!!!
Falcão usa como exemplo o caso de Ribeirão Preto. Nessa cidade, Dárcy Vera, do PSD, disputou o segundo turno com Duarte Nogueira, do PSDB. Ela ganhou com margem apertada: 51,97% a 48,03%. Pois bem!
Dárcy teve o apoio do PT e, conta-nos Falcão, o que é verdade, isso se deu em troca da garantia de que ela estará no palanque de Dilma em 2014. Então vejam que coisa fabulosa: enquanto Kassab era o alvo fixo aqui em São Paulo, fazia acordo para apoiar Dilma em 2014 em Ribeirão — e, a rigor, em qualquer lugar.
De volta à abstençãoPor que tantos deixaram de votar? Em muitos casos, descrença da política, saco cheio mesmo! Vou tentar saber as zonas eleitorais de São Paulo em que a abstenção foi maior. É bem provável que seja nos bairros onde Serra e os tucanos costumam ter mais votos.
É indecoroso que Rui Falcão, o que batia, e Kassab, o que apanhava, apareçam no dia seguinte de mãos dadas, fazendo planos para o futuro, decidindo como eles continuarão no poder, a despeito do que diziam para os eleitores até o dia anterior. Fica parecendo que se tratava de uma combinação, em que um entrava com o soco, e o outro, com a cara. A recompensa viria depois.
Esse tipo de política, com essa desfaçatez e com essa falta de caráter partidário, não existe em lugar nenhum do mundo. Serra perdeu menos para Haddad do que para aqueles que deixaram de escolher um candidato em razão do tédio e da recusa de participar de um jogo que não reconheciam como válido.
Podem anotar aí: cessam as críticas de Fernando Haddad à gestão Kassab. A cada vez que anunciar um novo e miraculoso programa para a cidade, o “outro” que será permanentemente atacado será o PSDB, o governo estadual.
Por Reinaldo Azevedo
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/conforme-afirmei-no-debate-de-ontem-ver-video-abaixo-presidente-do-pt-ja-anuncia-alianca-duradoura-com-kassab/

Exercício físico, mesmo em pequena quantidade, pode prevenir perda de memória em idosos


Envelhecimento

Segundo pesquisa, a atividade física protegeria contra infecções e problemas imunológicos que podem anteceder a perda de memória na velhice

O cérebro dos idosos não perde para o dos jovens em velocidade em algumas tarefas
Fazer pouca atividade física com regularidade ajuda a evitar a perda de memória em idosos (Thinkstock)
Um novo estudo da Universidade do Colorado, em Boulder, nos Estados Unidos, mostra que fazer uma pequena quantidade de exercícios físicos regularmente pode proteger idosos de perdas de memória que acontecem subitamente após uma infecção, doença ou lesão na velhice. Segundo os pesquisadores, ratos de laboratório que corriam pouco mais de meio quilômetro por semana já estavam protegidos.
"Nossa pesquisa mostra que uma pequena quantia de atividades físicas no final da meia-idade em ratos foi eficiente para protegê-los contra inflamações exageradas no cérebro e deficiências de memória de longa duração, posteriores a uma infecção bacteriana”, diz Ruth Barrientos, coordenadora do estudo, que será publicado na próxima edição do The Journal of Neuroscience.
De acordo com Ruth, a descoberta é importante porque pessoas com idades mais avançadas são mais vulneráveis a deficiências na memória, que acontecem após uma sequência de problemas imunológicos, como infecções bacterianas, ou de cirurgias. "Terapias eficazes não invasivas são de um valor substancial", diz.
Pesquisas anteriores já demonstravam que o exercício físico protege contra declínios nas funções cognitivas associadas ao envelhecimento, além de proteger contra a demência. Pesquisadores também já haviam demonstrado que a demência é frequentemente precedida por infecções bacterianas, como a pneumonia, ou por outros desafios imunológicos – como cirurgias. "Esse é o primeiro estudo a mostrar que o exercício voluntário em ratos reduziu a susceptibilidade do envelhecimento às deficiências cognitivas que se seguem a uma infecção bacteriana", diz Ruth.
Durante a pesquisa, descobriu-se que ratos infectados com a bactéria E. coli apresentaram efeitos prejudiciais no hipocampo, área do cérebro relacionada com o aprendizado e a memória. Como as células imunes do cérebro, chamadas microgliócitos, tornam-se mais reativas com a idade, essa infecção bacteriana nos ratos mais velhos desencadeou reações inflamatórias de forma exagerada e prolongada. Mas, segundo Ruth, "pequenas quantidades de exercício impediram que houvesse inflamação exagerada no cérebro."
De acordo com os pesquisadores, o próximo passo agora é examinar o papel que os hormônios do estresse podem desempenhar na sensibilização dos microgliócitos. Eles esperam descobrir ainda se o exercício físico é capaz de reduzir esses hormônios em ratos mais velhos.

Praticar atividade física pode tornar adultos mais inteligentes


Atividade física

Pessoas com excesso de peso e sedentárias que passaram a exercitar-se apresentaram melhores resultados em testes cognitivos após quatro meses

Atividade física
Atividade física: Prática não beneficia somente a saúde física, mas também a mental (Thinkstock)
Uma série de estudos recentes vem comprovando que os benefícios do hábito de exercitar-se vão muito além da saúde física. Uma pesquisa americana publicada na última semana, por exemplo, concluiu que aumentar a carga de atividade física que um jovem pratica afeta de forma positiva o quão satisfeito ele se sente em relação a sua vida. Dias depois, foi divulgado um trabalho britânico cujos resultados sugeriram que o exercício físico é melhor do que atividades intelectuais para proteger a memória e o cérebro dos idosos.
Uma pesquisa apresentada nesta segunda-feira no Congresso Cardiovascular Canadense de 2012, em Toronto, também encontrou uma relação entre atividade física e benefícios à saúde mental. Segundo o estudo, feito no Instituto do Coração de Montreal (MHI, sigla em inglês), adultos que passam a se exercitar tornam-se mais inteligentes: o hábito melhora a memória e as capacidades de raciocínio e de tomada de decisões.
Programa de atividades — O trabalho selecionou seis adultos de 49 anos que tinham sobrepeso ou obesidade leve, ou seja, um índice de massa corporal entre 25 e 31 (calcule aqui o seu IMC). Todos eram sedentários e apresentavam ao menos um fator de risco para doenças cardiovasculares, fora o excesso de peso e o sedentarismo — como tabagismo ou histórico da condição na família. Durante quatro meses, os participantes seguiram um programa de atividade física que incluía a prática de atividades aeróbicas, como corrida e caminhada, duas vezes por semana, e exercícios de resistência, como musculação, também dois dias na semana.
A equipe aplicou testes cognitivos, biológicos e fisiológicos nos adultos quando o estudo começou e quando terminou. “Fizemos isso para determinar as alterações de memória, de raciocínio, de composição corporal e do risco cardiovascular dos participantes com a prática das atividades”, diz Anil Nigam, coordenador da pesquisa. Ao final do estudo, os participantes apresentaram melhores resultados em todos os testes. Ou seja, como o esperado, eles perderam medidas na circunferência abdominal, reduziram a massa gorda e melhoraram os quadros de resistência à insulina. Além disso, obtiveram maiores notas nos testes cognitivos.
Para os autores da pesquisa, uma possível explicação para os achados está no fato de que a atividade física aumenta a oxigenação do cérebro e, portanto, é benéfica a todas as habilidades mentais. “O declínio cognitivo é algo que ocorre naturalmente com o envelhecimento. É reconfortante saber que há formas de reduzir esse dano”, diz Martin Juneau, um dos autores do estudo. Segundo os pesquisadores, a prática de 150 minutos semanais de atividade física moderada ou intensa já é capaz de melhorar aspectos tanto da saúde física quanto da mental.

PSD descarta Ministério das Micro e Pequenas Empresas


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O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, não aceita ser contemplado com o Ministério das Micro e Pequenas Empresas na reforma ministerial a ser conduzida pela presidente Dilma Rousseff. O PSD já tem forte ascendência sobre o Sebrae. Interlocutores de Kassab chegam ao ponto de afirmar que, se a oferta for apenas a deste ministério, o prefeito prefere continuar na presidência da sigla a se mudar para Brasília.
Como dez em cada dez ministeriáveis, Kassab sonha com a pasta das Cidades, alvo eterno de cobiça pelo orçamento bilionário. Aceitaria também outro ministério de forte peso orçamentário, como o dos Transportes.
(Laryssa Borges, de Brasília)

Agora, Kassab elogia Haddad: 'É capacitado, inteligente e tem formação moral'


Eleições 2012

QG do prefeito eleito será em escritório cedido pela Caixa, no centro da cidade; primeira reunião do grupo de transição acontece nesta quinta-feira

Carolina Freitas
Fernando Haddad se encontrou com o atual prefeito, Gilberto Kassab, no Palácio do Anhangabaú
Fernando Haddad se encontrou com o atual prefeito, Gilberto Kassab, no Palácio do Anhangabaú (Marcos Bezerra/Futura Press)
Em mais um passo rumo à franca aproximação com o PT, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), fez rasgados elogios nesta terça-feira ao seu futuro sucessor: “Fernando Haddad é uma pessoa capacitada, inteligente, com boa formação moral, boa formação técnica e experiência na vida pública”, afirmou. “São Paulo estará em ótimas mãos. Tenho certeza que, daqui a quatro anos, ele vai entregar uma cidade melhor.”
Até o domingo, Kassab apoiava a candidatura de José Serra (PSDB) à prefeitura. O tucano usava como mote de sua campanha as frases: “Haddad é ruim de serviço” e “Ele não está preparado". Já o petista passou a campanha inteira atacando a gestão de Kassab. 
Kassab e Haddad estiveram reunidos por uma hora e meia no gabinete do prefeito, no Viaduto do Chá, centro de São Paulo, para dar início aos trabalhos de transição. Os dois vestiam terno cinza e gravata vermelha. Durante o pronunciamento de Kassab aos jornalistas, Haddad o olhava, com um discreto sorriso no rosto. Enquanto Haddad falava, Kassab fitava ora os jornalistas ora o chão.
O prefeito apresentou à equipe de Haddad os secretários de Governo, Nelson Harvey, e de Planejamento, Rubens Chammas, que farão a interlocução com os representantes do novo governo. O grupo de Haddad é comandado pelo vereador Antonio Donato e pelos acadêmicos da Universidade de São Paulo (USP) Luís Fernando Massonetto, de Direito, e Ursula Peres, de Finanças Públicas. 
A primeira reunião formal do comitê de transição será nesta quinta-feira. O time de Haddad tem especial preocupação com os acontecimentos do início do ano, como as enchentes de janeiro e a organização do carnaval. Os petistas pediram acesso a informações sobre a situação financeira da prefeitura e sobre os contratos e licitações em andamento. O QG de Haddad, até o dia da posse, será um escritório cedido pela Caixa, na Praça da Sé. Além disso, Kassab ofereceu a Haddad uma sala dentro da prefeitura. 
“O que está em curso não será descontinuado de nenhuma maneira. Queremos promover uma passagem de governo com toda tranquilidade, sem nenhum solavanco e com os serviços públicos sendo prestados normalmente”, disse Haddad. “Pretendo manter os programas da prefeitura que vêm correspondendo aos anseios da população.”
Aliança – O encontro entre Kassab e Haddad acontece em um cenário de aproximação do prefeito com o PT. Em São Paulo, os dois políticos já deixaram clara a disposição de ter na base da administração Haddad o PSD, partido fundado e presidido por Kassab. Em Brasília, há articulações em curso para dar um ministério a Kassab quando ele deixar a prefeitura. Em entrevista ao site de VEJA publicada neste sábado, o atual prefeito afirmou que uma de suas primeiras tarefas no próximo ano será decidir junto a seu partido sobre o apoio à presidente Dilma Rousseff. Por enquanto, oficialmente, o PSD é independente.

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Haddad foge de responder sobre promessa de campanha


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A criação do Bilhete Único Mensal foi uma das principais promessas de campanha de Fernando Haddad (PT). Vencida a eleição, o petista tem sido reticente sobre a implantação da ideia. Na segunda-feira, disse que o benefício dependia de aprovação na Câmara Municipal e que deve entrar em vigor só no segundo ano de governo, ou seja, em 2014. Nesta terça, tergiversou ao ser questionado sobre a extensão do Bilhete Único Mensal ao Metrô, após reunião com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes.
A proposta de Haddad consiste em criar um bilhete com preço fixo e validade mensal para viagens ilimitadas nos ônibus da capital. Hoje, o Bilhete Único funciona de forma integrada com o Metrô, com desconto para quem usa os dois meios de transporte. Questionado sobre a integração com os trens, o petista assim respondeu: “Veja bem, o meu plano de governo tem muitos compromissos com São Paulo.” Falou então da cessão de terrenos do estado para a construção de creches e de novas parcerias para o Metrô, sem sequer citar a promessa de campanha.
Haddad e Alckmin estiveram reunidos por 40 minutos no gabinete do governador. A audiência foi marcada a pedido do prefeito eleito. Eles tomaram café e combinaram de montar um grupo com representantes da prefeitura e do governo do estado para, assim que Haddad tomar posse, estudar a possibilidade de ampliar parcerias. O rápido pronunciamento dos dois após o encontro foi uma infindável troca de elogios.
“O clima é o melhor possível. Não haverá nenhuma dificuldade”, disse o petista. “Tenho certeza de que vou contar com o governador e vim aqui dizer que ele conte comigo sempre.” O anfitrião retribui a gentileza. “Foi uma grande alegria receber o prefeito eleito da nossa capital”, disse o governador. “Reiteramos nossas boas parcerias. Vamos estar juntos em benefício da população de São Paulo.” Alckmin foi o principal cabo eleitoral do adversário de Haddad nessa campanha, o tucano José Serra.
Em seguida, em entrevista ao SPTV, da Rede Globo, afirmou que encaminhará um projeto à Câmara Municipal nas primeiras semanas de governo e pretende orientar sua bancada de vereadores para priorizar o Bilhete Único Mensal.
(Carolina Freitas, de São Paulo)

Terminadas as eleições, PT prepara ataques ao Supremo



Mensalão

Partido só esperava a definição nos pleitos municipais para lançar manifesto em que defende mensaleiros condenados e acusa ministros de politizar julgamento


Ministro Joaquim Barbosa, relator, durante o julgamento do mensalão, em 25/10/2012 - Pedro Ladeira/AFP








Terminada a campanha do segundo turno das eleições municipais, o PT organiza um manifesto com ataques ao Supremo Tribunal Federal. Nesta quinta-feira, o partido vai divulgar um documento em que endurece sua artilharia verbal contra os ministros da corte - e os acusa de abandonarem a cultura do direito penal, que garante as liberdades individuais. O motivo, é claro, são as condenações de petistas estrelados pelo Supremo, por envolvimento no maior escândalo de corrupção da República, o mensalão. Para o PT, o julgamento que condenou 25 réus no processo foi politizado pela corte. Como de praxe no partido, sobraram acusações para a imprensa: o manifesto afirma, ainda, que os ministros do STF julgaram os mensaleiros "sob pressão da mídia".
Vale lembrar que foram justamente os petistas, liderados por Lula, que tentaram controlar os rumos do julgamento no Supremo. A estratégia incluiu, até mesmo, uma clara chantagem ao ministro Gilmar Mendes, que denunciou a ação de Lula. A mais alta corte do país, contudo, resistiu às pressões, numa clara demonstração de que instituições republicanas não se curvam às vontades imperiais de políticos recordistas de popularidade. 
O PT só esperava o fim das eleições para sair em defesa dos réus do partido. O STF condenou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro Delúbio Soares por corrupção ativa e formação de quadrilha, mas ainda não fixou as penas. Além deles, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), ex-presidente da Câmara, foi condenado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro e teve de desistir da candidatura a prefeito de Osasco.
"A minha expectativa é que eles não sejam condenados a penas privativas de liberdade", afirmou nesta segunda-feira o deputado Rui Falcão, presidente do PT. "Todos eles têm serviços prestados ao país." Falcão negou que a nota a ser divulgada pelo PT contenha a defesa da regulação da mídia. "Não vamos tomar esse debate como revanche", afirmou ele. "Isso seria tolice". Não é, contudo, o que afirmam outros petistas. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo há duas semanas, o secretário de Comunicação do Partido, deputado André Vargas, afirmou que o debate sobre a regulação do setor de comunicação no país – termo utilizado pelos petistas para mascarar uma intenção bastante clara: controlar o que é veiculado pela imprensa brasileira – seria retomado após o segundo turno dos pleitos municipais.
Embora o estatuto do partido determine a expulsão de filiados condenados pela Justiça, o PT vai descumprir sua própria regra interna e não aplicará a norma no caso dos réus do mensalão. Dirigentes do partido alegam que Dirceu, Genoino, Delúbio e João Paulo são "prisioneiros políticos" de um "tribunal de exceção".
(Com Estadão Conteúdo)

Eleito, Haddad quer Kassab aliado em São Paulo, pode? E olha que os Paulistanos votaram contra o Kassab, hein? - Que coisa, não?


Eleições 2012


Prefeito eleito de São Paulo diz que buscará formar governo de coalizão, a exemplo de Dilma Rousseff: “Não vejo hipótese de o PSD fazer oposição”

Paulistanos SUPER satisfeitos com a eleição de Haddad e CIA.
Olhem a CARA de felicidade do Paulo Maluf! Ele também está SUPER feliz com a escolha de todos vocês!


Paulo Maluf durante coletiva de Fernando Haddad (PT) eleito novo prefeito de São Paulo
Paulo Maluf durante coletiva de Fernando Haddad (PT) eleito novo prefeito de São Paulo - Reinaldo Marques
“Vai haver um bom entendimento. O PSD pode até não estar na base do governo, mas eu não o imagino fazendo oposição sistemática”
























O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta segunda-feira que se dedicará a formar na cidade um governo de coalizão, a exemplo da presidente Dilma Rousseff no plano federal. O petista disse contar com o apoio do PSD, partido do atual prefeito, Gilberto Kassab, que apoiou durante as eleições José Serra, do PSDB. O tucano foi derrotado por Haddad nas eleições desse domingo.
“Vai haver um bom entendimento. O PSD pode até não estar na base do governo, mas eu não o imagino fazendo oposição sistemática”, afirmou Haddad em entrevista coletiva, em um hotel da região da Avenida Paulista. “Não vejo hipótese de a bancada do PSD fazer oposição sistemática.” O prefeito eleito lembrou que Kassab manifestou desejo de colaborar com seu trabalho, o que, na visão de Haddad, inclui orientar a bancada do PSD a ajudar a aprovar projetos do interesse da próxima administração.
Os dois terão sua primeira reunião nesta terça-feira. Kassab disse no domingo já ter instituído um grupo para os trabalhos de transição e se colocou pessoalmente à disposição de Haddad. O petista disse acreditar em uma aproximação, na Câmara Municipal, dos partidos que formam a base do governo Dilma, mesmo daqueles que apoiaram outras candidaturas durante a eleição. Entre eles, PMDB, PR e PRB. “Queremos repetir em São Paulo o governo que vem dando certo no âmbito nacional. Não vejo indisposição para o diálogo.”
Uma das perguntas mais incômodas para Haddad tratava dos frutos de sua aliança com o PP do deputado federal e procurado pela Interpol Paulo Maluf. O candidato hesitou, gaguejou e disse tratar Maluf como “a educação que aprendeu em casa”. Por fim, respondeu: “Não trabalho com indicações de caráter pessoal (para cargos na prefeitura). A apreciação final quem fará serei eu.” 
Haddad disse ainda não ter em definido nenhum nome de seu secretariado, mas confirmou a disposição de criar uma Secretaria das Mulheres e uma subprefeitura de Sapopemba. O prefeito eleito não descarta a hipótese de fundir secretarias.
Base – A preocupação de Haddad em construir uma base sólida está relacionada à necessidade de cumprir, o quanto antes, as dezenas de promessas de campanha. A mais audaciosa é a realização de uma grande reforma urbana, chamada de Arco do Futuro, que pretende redistribuir os locais de moradia e de trabalho pela capital. 
Uma das estratégias do prefeito eleito será estimular, com desconto em impostos, a instalação de empresas em regiões hoje pouco valorizadas. Na visão de Haddad, as pessoas passariam a morar mais perto de onde trabalham, o que ajudaria a aliviar o trânsito na cidade. Outra preocupação é viabilizar o Bilhete Único Mensal, prometido na campanha. “Quero crer que no segundo ano de governo isso já esteja equacionado”, disse.
Apoio de Lula - Haddad admitiu a importância do apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua vitória. "O apoio do presidente Lula é muito importante, mas não sei estabelecer um coeficiente", disse. "Não há como negar que essa também é uma vitória do presidente Lula." Para o prefeito eleito, também contaram a favor de sua candidatura a história do partido na cidade, a militância, o plano de governo e seu "desempenho razoável" como candidato.
Parcerias - Na terça-feira, o petista será recebido pelo governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), que apoiava a candidatura de Serra. “Todas as parcerias do governo do estado anunciadas com Serra aceito de bom grado”, disse Haddad. “Não vamos abdicar de um real que seja de São Paulo.” Ele pretende se reunir nos próximos dias ainda com os prefeitos da Região Metropolitana de São Paulo, para tratar um plano de gestão em comum.
Haddad colocou como sua prioridade a promoção de um alinhamento entre a administração da cidade e os governos estaduais e federal. A ideia é esquadrinhar o portfólio de programas do estado e da União em que é possível estabelecer parcerias e incluir a capital em todos eles. Nesta segunda, o prefeito eleito esteve com Dilma em Brasília e recebeu da presidente a orientação de, a partir da próxima semana, colocar sua equipe de transição em contato direto com um grupo do governo federal, liderado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. 
Será estabelecida uma rotina de trabalho para organizar as parcerias entre as duas esferas e reavaliar a dívida da cidade com a União. “Faremos uma transição de um modelo de parceria acanhado para um vigoroso”, disse. “O que vai mudar é a postura do governo municipal. Sempre houve uma disposição de parceria por parte do governo federal, mas as oportunidades não foram aproveitadas. É uma reconciliação de São Paulo com o Brasil.”
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/haddad-quer-kassab-aliado-em-sao-paulo