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sábado, 23 de julho de 2016

Operador revela a Moro ‘conta corrente’ de propina do PT


Valores ilícitos eram repassados a ex-dirigentes da Petrobras e a credores do partidos por indicação do então tesoureiro, João Vaccari Neto

O engenheiro Zwi Skornicki, apontado na Operação Lava Jato como operador de propinas do esquema na Petrobras, declarou ao juiz federal Sérgio Moro ter pago 4,5 milhões de dólares ao casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, entre 2013 e 2014. Ele revelou a existência de uma “conta corrente” por meio da qual repassava valores ilícitos a ex-dirigentes da Petrobras e a credores do PT por indicação do então tesoureiro do partido, João Vaccari Neto.
Em depoimento nesta quinta-feira, Skornicki afirmou que “acertou” os repasses diretamente com Vaccari – preso e já condenado na Lava Jato. O operador disse, porém, que “não sabia” que os valores depositados em conta secreta do casal de marqueteiros na Suíça era relativa a dívida de campanha da presidente afastada Dilma Rousseff, em 2010. Mônica Moura e João Santana declararam, também nesta quinta a Moro, que receberam 4,5 milhões de dólares relativos a dívida da campanha presidencial de Dilma Rousseff, em 2010.
Skornicki assinou acordo de delação premiada, que ainda não foi homologado pelo juiz Moro. Ele foi ouvido como “colaborador”, com o compromisso de dizer a verdade. Afirmou que pagou propinas em todos os contratos referentes às Plataformas P51 e P52 “com o conhecimento de que ia para agentes das Petrobras”.
Contou que também “tratou diretamente” sobre valores ilícitos com Pedro Barusco e Renato Duque, ex-gerente de Engenharia e ex-diretor de Serviços da estatal petrolífera respectivamente. Barusco fez delação e está em liberdade. Duque continua preso. Segundo Zwi Skornick, foi dito a ele que 50% da propina sobre contratos da Petrobras “iam para o partido” – e relatou que “tratava da parte do partido com João Vaccari”.
Segundo Zwi, foi o então tesoureiro do PT quem indicou o nome de Mônica Moura para que pagasse a ela parte da propina. Mônica indicou a ele a conta Shellbill para receber o dinheiro. Ele afirmou que os 4,5 milhões de dólares que entregou aos marqueteiros de Lula e Dilma tiveram origem em “propina da Petrobras”.
“Foi feita uma conta corrente do sr. Vaccari”, declarou. “O Barusco quem me apresentou a ele. O Barusco disse que ele [Vaccari] faria a coordenação desses recebimentos.” O engenheiro contou que manteve encontros pessoais com Vaccari, “algumas vezes em seu escritório ou no hotel onde ele [Vaccari] ficava”.
“Essa conta corrente foi feita e sendo paga a pessoas que o sr. Vaccari ia indicando no exterior ou no Brasil”, afirmou Zwi Skornicki. “Os pagamentos eram todos autorizados pelo sr. João Vaccari.”
“Numa das visitas do sr. Vaccari no meu escritório ele disse que tinha que fazer uns pagamentos para o sr. João Santana e para Mônica Moura e que a Mônica iria me procurar. Ela esteve no meu escritório”, afirmou.
O valor “combinado” e autorizado por Vaccari era de 5 milhões de dólares. “Eu disse a ela [Mônica] que não tinha como pagar de uma vez porque o que tinha de saldo dos contratos da Petrobras não era suficiente. Ficou combinado [o pagamento] em 10 parcelas de 500 mil dólares. Foi uma conversa muito curta, ela chegou no meu escritório e disse ‘vim aqui a mando do sr. Vaccari, gostaria de acertar com o sr. o pagamento’. Eu comentei que não poderia pagar de uma vez. Paguei só 9 de 500 mil até novembro de 2014. Mas ela [Mônica] nunca comentou porque tinha que receber os 5 milhões.”
O engenheiro também revelou como a conta corrente era abastecida. “A conta corrente abrangia contratos da Petrobras e da Sete Brasil.”
O advogado Luiz Flávio Borges D’urso, que defende João Vaccari Neto, reagiu com veemência às acusações ao ex-tesoureiro do PT. “Isso [as afirmações de Zwi Skornicki, Mônica Moura e João Santana perante o juiz Sérgio Moro] é palavra ou de delator ou de alguém que já está negociando delação. Portanto, coloco no mesmo plano. Isso depende de provas, caso contrário não vai passar de mera informação trazida por delatores. E prova não será obtida porque isso não reflete a verdade”, afirmou.
(Com Estadão Conteúdo)

Moro nega pedido da defesa de Lula e diz: ‘Falta seriedade’


Juiz responsável pela Lava Jato em Curitiba rebateu acusações dos advogados do ex-presidente, que diziam que ele é suspeito para julgar o petista

O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba, negou nesta sexta-feira o pedido da defesa do ex-presidente Lula para que se declarasse suspeito para conduzir o julgamento dos processos envolvendo o petista no petrolão. O magistrado escreveu no despacho que a defesa de Lula confunde “sua inconformidade com as decisões judiciais com causas de suspeição”. A decisão se dá no mesmo dia em que o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, declarou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que Moro deixou de ser um “juiz parcial” e passou a ser um “juiz acusador”.
A exceção de suspeição encaminhada pela defesa de Lula ao juiz da Lava Jato no início do mês afirmava que Moro era suspeito porque ordenou ilegalmente condução coercitiva, buscas e apreensões e interceptações telefônicas contra o ex-presidente. Os advogados do petista também reclamavam do levantamento do sigilo dos grampos envolvendo Lula e acusavam Moro de ter julgado previamente o processo em um documento de explicações enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Moro rebateu ponto a ponto as acusações da defesa de Lula e argumentou que “a fiar-se na tese da defesa, bastaria ao investigado ou acusado, em qualquer processo, representar o juiz por imaginário abuso de poder, para lograr o seu afastamento do caso penal”. O juiz federal conclui observando que “não há nenhum fato objetivo que justifique a presente exceção, tratando-se apenas de veículo impróprio para a irresignação da defesa do excipiente contra as decisões do presente julgador e, em alguns tópicos, é até mesmo bem menos do que isso”.
Nos tópicos do pedido de suspeição aos quais Sergio Moro se refere como “bem menos do que isso”, a defesa de Lula argumenta que o magistrado não poderia estar à frente dos processos contra o ex-presidente porque teria relações com veículos de imprensa, motivou a publicação de livros, participou de eventos de entidades como o Lide e o Instituto dos Advogados do Paraná, foi incluído em pesquisas eleitorais como oponente de Lula à presidência da República e se dedica exclusivamente aos processos da Lava Jato.
Ao rebater os tais tópicos, Moro concluía suas respostas sempre com a mesma sentença: “falta seriedade à argumentação da Defesa do Excipiente no tópico, o que dispensa maiores comentários”.
Nas mãos de Moro – Em meados de junho, o STF remeteu às mãos de Moro os inquéritos que investigam se pertencem a Lula um apartamento tríplex no Guarujá (SP) e o sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), e as razões pelas quais as empreiteiras Odebrecht e OAS executaram obras milionárias nas propriedades. Também são investigadas as palestras do ex-presidente, contratadas a peso de ouro por empreiteiras envolvidas no petrolão por meio da LILS Palestras.
O despacho do relator da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki, que devolveu os processos a Curitiba determinou que fosse anulado como prova o diálogo gravado entre o ex-presidente e a presidente da República afastada, Dilma Rousseff.
A conversa entre Lula e Dilma é um dos mais claros exemplos, na avaliação do Ministério Público Federal, de que a nomeação do petista como ministro da Casa Civil do governo tinha o propósito claro de blindá-lo das investigações da Lava Jato, transferindo seu caso para o STF, tribunal que o petista chamou nos grampos de “acovardado”.

Blowing In The Wind (Live On TV, March 1963)

Cientistas descobrem porque devemos tirar os sapatos antes de entrar em casa

Os japoneses possuem um costume muito incomum: tirar os sapatos antes de entrar em casa. Como muitos deles dormem em tatames, não é ilógico que eles tirem os sapatos antes de entrar em casa. Na verdade, isso acontece na maioria dos países asiáticos. E nos outros países do mundo, a maioria das pessoas não tira os sapatos antes de entrar em casa.
Agora a ciência explicou o porquê este costume é muito importante, evitando levar germes para dentro de casa. E o alerta é maior ainda para você que têm criança que engatinha pelo chão.
Resultado de imagem para Não use sapatos dentro de casa

Quais bactérias você está levando para casa?

Os pesquisadores dos estados unidos, descobriram que em cerca de 40% dos sapatos, transportem uma bactéria chamada Clostridium difficile. Estes esporos são muito difíceis de tratar. Descobriram também, que a bactéria se espalha pela casa, e não ficando apenas no chão onde o sapato pisou.
O problema é que a bactéria é resistente a maioria dos antibióticos que existem no mercado. Isso faz a bactéria se proliferar e ir para o intestino, causando cólicas horríveis que são muito difíceis de tratar pela resistência aos antibióticos. Você não gostaria de ter esta bactéria em sua casa, gostaria?

O que mais existe em baixo dos sapatos?

Bom, existirá poeira, cocô de pássaro, cocô de cachorro, terra, e este lugar se forma um lugar muito propenso para proliferação de bactérias.
“Isso significa que as bactérias nocivas podem sobreviver em seus sapatos por dias ou até semanas.” – Dr. Reynolds, microbiologista da Universidade do Arizona
Os pesquisadores descobriram cerca de 421 mil tipos de bactérias em solas de sapato. A maioria dela, causa grande desconforto intestinal, e vômitos e diarreia, deixando o paciente com mal estar por alguns dias. Existem ainda bactérias que fazem mal ao pulmão e que podem causar pneumonia quando não tratadas.

O que fazer para ter uma casa limpa e saudável?

Tirando seus sapatos antes de entrar em casa. Você vai precisar limpar a casa com menos frequência e além dos seus sapatos durarem mais, bem como o piso de sua casa. Mantenha uma sapateira perto da porta para que os convidados também façam isso.
Outro ponto positivo, é que as crianças poderão rolar no chão sem nenhuma preocupação, além de você andar descalço e estimular pontos de pressão nos seus pés.
E finalmente, seus vizinhos do prédio ficarão felizes por não haver barulho de sapatos em cima de suas cabeças quando você andar.
Fonte: Lifehacks.com