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sábado, 2 de abril de 2016

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‘Carbono 14′ leva caso Celso Daniel ao centro da Lava-Jato

Bumlai, preso na Lava-Jato e uma das peças da nova fase
Bumlai, preso na Lava-Jato e uma das peças da nova fase
A 27ª fase da Lava Jato, batizada de Carbono 14, traz o caso do assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel para o centro da Lava-Jato.
A etapa vai investigar a concessão de um empréstimo pelo Banco Schahin ao empresário José Carlos Bumlai em 2004 para supostamente calar o operador do mensalão, Marcos Valério, que ameaçava contar detalhes sobre o assassinato de Celso Daniel.
Valério chegou a prestar um depoimento ao Ministério Público Federal em 2012, mas nunca chegou a fechar um acordo de delação premiada. Nesse depoimento, Valério afirmou que o empréstimo do banco Schahin era para pagar a extorsão.
No pedido de prisão de Bumlai, na 21ª fase da operação, o depoimento de Valério foi citado.
Depois, em delação premiada, o empresário Salim Schahin detalhou o empréstimo e disse que Bumlai pediu 12 milhões de reais em nome do PT e que a negociação estava vinculada à escolha do grupo Schahin para operar um navio-sonda em contrato com a Petrobras, o que aconteceu em 2009.
Agora, na nova fase, a Lava-Jato fez buscas na sede do Diário do Grande ABC, em Santo André, cujo sócio Ronan Maria Pinto é personagem das investigações da morte do prefeito petista em 2002. Ainda não está confirmado se Ronan é um dos alvos de prisão preventiva ou condução coercitiva.

Presidente do Instituto Lula pede anulação da Carbono 14


Paulo Okamotto argumenta ao STF que as investigações da nova fase da Lava Jato seriam "conexas" ao inquérito contra o ex-presidente e deveriam ter sido remetidas à corte

Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula
Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula(Eduardo Knapp/Folhapress)
O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, enviou nesta sexta-feira ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), uma reclamação contra o juiz Sergio Moro, que conduz os processos da operação em Curitiba. Segundo o documento assinado por três advogados de Okamotto, ao autorizar a deflagração da 27ª fase da Lava Jato, a Carbono 14, Moro desrespeitou a decisão proferida na quinta pelo STF segundo a qual o magistrado deve remeter à Corte as investigações contra o ex-presidente Lula, assim como outras apurações ligadas a ele.
A defesa do presidente do Instituto Lula argumenta que a Operação Carbono 14, que levou hoje à prisão o ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira, além do empresário ligado ao partido Ronan Maria Pinto, foi baseada nos mesmos inquéritos que deram origem aos mandados de busca e apreensão e condução coercitiva de Okamotto e Lula na 24ª fase da Lava Jato, Aletheia. A 27ª fase da Lava Jato seria, portanto, segundo os advogados, "conexa" à investigação sobre Lula e deveria ter sido remetida ao Supremo.
Okamotto pede, então, a anulação da Operação Carbono 14 e que o STF tome "providências" contra suposto crime de desobediência praticado por Sergio Moro. "Salta aos olhos, aliás, esta estranha maneira casuísta com que a autoridade reclamada tem tratado os institutos da conexão e continência, valendo-se a bel-prazer de pesos e medidas diferentes conforme sua própria conveniência e corriqueiramente insistindo em descumprir as decisões proferidas por este Supremo Tribunal Federal", ataca o pedido da defesa de Paulo Okamotto, segundo a qual Moro se apressou a deflagrar a Carbono 14 pouco depois da decisão do STF, "antes que recebesse ofício com determinação para seu cumprimento".
Esta não é a primeira vez em que Okamotto procura o STF para fazer reclamações sobre Moro. Há duas semanas, a defesa do aliado de Lula afirmou ao Supremo que o magistrado não é o juiz natural para conduzir os processos da Lava Jato.
A 27ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada hoje, conseguiu ligar o petrolão a dois dos maiores escândalos que mancharam a história do Partido dos Trabalhadores nos últimos anos: o mensalão e o assassinato do prefeito de Celso Daniel.