sexta-feira 21 2015

Lava Jato não é sebastianismo da salvação nacional, diz Moro


Magistrado à frente da operação afirma que resultados da investigação contribuem para a mudança, mas que ela não acontece sozinha

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo julgamento das ações em torno da Lava Jato, é um dos palestrantes desta sexta-feira do 10º Congresso Internacional da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)
O juiz federal Sérgio Moro(Nelson Antoine/Frame/Folhapress)
O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, disse nesta quinta-feira que 'não se pode pensar que a corrupção é responsabilidade exclusiva do poder público'. Ao falar para uma plateia de advogados, em São Paulo, ele afirmou. "A iniciativa privada, com dinâmica própria, tem muito mais chances de mudar rapidamente do que o poder público. A corrupção não é uma responsabilidade exclusiva do poder público. Se for assim não vamos avançar muito porque o poder público, todos nós sabemos que, em geral, é ineficiente". Moro avalia que o poder público 'se move muito vagarosamente'.
O juiz da Lava Jato participou do 5º Simpósio de Direito Empresarial, promovido pela Aliança de Advocacia Empresarial (Alae), em São Paulo. "Na corrupção há dois criminosos. Aquele que paga e o que recebe". Moro considera que a Lava Jato - maior investigação sobre corrupção no país, envolvendo cerca de 50 políticos - surge como uma importante oportunidade de mudança, mas fez um alerta. "A mudança não acontece sozinha. Depende em parte do poder público e também da iniciativa privada'.
Ele fez uma comparação do sistema criminal brasileiro com o italiano. Comentou sobre as consequências da 'Mani Pulite', a famosa Operação Mãos Limpas que a Itália desencadeou nos anos 1990.
O juiz da Lava Jato tem sido criticado por advogados criminalistas porque já mandou prender mais de uma centena de alvos da grande investigação que já saiu do âmbito da Petrobrás e avança para outras estatais. "Me criticam pelo número de prisões preventivas, mas só em Milão foram oitocentos presos."
Ele advertiu para o fato de que a sociedade brasileira acredita que a corrupção diminuirá a partir de episódios emblemáticos da história recente, como a própria Lava Jato e o mensalão - ação penal 470, que levou para a prisão quadros importantes do PT. Numa comparação ao movimento português do século XVI conhecido como sebastianismo, o juiz alertou para o caráter 'místico' que as investigações do tipo adquirem no cenário brasileiro, como se, diante da insatisfação geral, representassem a esperança em um salvador. "Muitos disseram que a ação penal 470 iria mudar o país. Não sei se mudou. Mas me pergunto se não estamos esperando que esses casos sejam uma espécie de sebastianismo da salvação nacional."
O juiz rebela-se contra o volume monumental de recursos cabíveis aos tribunais superiores. Em 2012, no julgamento do mensalão, ele atuou no gabinete da ministra Rosa Weber. Testemunhou, então, o que chama de 'patologia'. "Eu vi no Supremo uma patologia do abuso de recursos. São patologias que se repetem."
Sérgio Moro atacou a prescrição - quando se esgota o prazo que o Estado tem para punir -, e fez um alerta. "A maioria dos países tem prescrição. Mas acaba não resolvendo o problema tornar crimes imprescritíveis porque o que interessa é a solução. Se temos um sistema que leva dez anos para condenar o réu confesso, ele não funciona". Moro disse que 'é difícil encontrar pessoas satisfeitas com modelo judicial brasileiro'.
O juiz da Lava Jato defende que a prisão de um condenado deve ser imediatamente executada tão logo confirmada pela segunda instância judicial - tese que custou pesadas críticas a Moro, sobretudo da advocacia, nos últimos meses. Para surpresa da plateia de bacharéis, ele pediu apoio até da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). "Me parece uma mudança essencial. No nosso sistema criamos uma interpretação bem intencionada, mas desastrosa, de que se deve esperar o trânsito em julgado para decretar a prisão. Para essa mudança precisamos do apoio dos cidadãos e da OAB, nosso principal foco de resistência."
(Com Estadão Conteúdo)

15 dicas para reduzir a barriga

Confira 15 dicas para reduzir a barriga, emagrecer e ficar em forma em poucos dias:
1. Coma alimentos crus e ricos em fibras para melhorar o funcionamento do intestino e a digestão;
2. Evite bebidas com gases, elas, em geral, são muito açucaradas e aumentam o volume abdominal;
3. Não coma frituras sob nenhuma circunstância. Além de possuírem muitas calorias dispensáveis, pode-se ingerir os mesmos alimentos com outro tipo de preparação;
4. Evite consumir temperos prontos ou comidas congeladas industrializadas, pois possuem mais sal e promovem retenção hídrica, aumentando a sensação de inchaço;
5. Inicie as refeições sempre com um prato raso de salada. Isso serve para "forrar" o estômago e controlar a sensação de fome. Comer uma pera 20 minutos antes do almoço e jantar também é um bom truque para diminuir o apetite.
6. Faça alguma atividade física de forma regular. Além de ajudar a emagrecer a barriga, também melhora a circulação, o bem-estar e a autoconfiança;
7. Aumente o metabolismo com o consumo de pimenta vermelha, chá verde, gengibre e água gelada. Esses alimentos são termogênicos e ajudam o corpo a perder calorias, mesmo parado. Cinco copos de água por dia são 200 calorias a menos;
8. Mantenha uma boa postura, pois ela ajuda a diminuir a forma arredondada da barriga;
9. Faça 6 refeições por dia e mastigue bastante. Assim dá tempo do cérebro entender que já tem comida no estômago;
10. Beba bastante água,de preferência longe do horário das refeições. Além de limpar o corpo, também hidrata o intestino, regularizando a função intestinal;
11. Evite os doces, como sobremesas, e dê preferência às frutas cítricas ou mesmo à gelatina, que também ajuda a combater a flacidez;
12. Elimine todas as fontes de gorduras de adição, como a margarina, as peles das aves ou a gordura das carnes;
13. Não coma mais de um alimento fonte de carboidrato por refeição. Por exemplo, se comer batata, não precisa comer arroz ou se comer macarrão, não precisa comer pão na mesma refeição.
14. Leia os rótulos das embalagens antes de comprar e tenha atenção se a informação se refere ao pacote todo ou à apenas uma porção.
15. Siga essas dicas por, pelo menos, 10 dias e deixe o seu corpo se acostumar com essas mudanças. Os resultados aparecerão em pouco tempo.
Se pese a cada 10 dias para não gerar ansiedade. Não é recomendado se pesar todos os dias, mas deve ser sempre na mesma hora e na mesma balança.
Para acompanhar o emagrecimento é importante medir com uma fita métrica a cintura, passando a fita sobre o umbigo e anotar os valores para visualizar melhor a evolução de perda peso atá alcançar a boa forma.