domingo 23 2013

Manifestantes voltam a protestar pelo Brasil

Atualizado às 19:06 23-junho-2013 | Por MSN Estadão
  • FORTALEZA - A manifestação de 500 pessoas que fechou a entrada do aeroporto internacional Pinto Martins, em Fortaleza, terminou há pouco. Os manifestantes deixaram a Avenida Carlos Jereissati depois de quase três horas de protesto contra os gastos públicos para a Copa das Confederações e Copa do Mundo de 2014.
    Houve momentos de tensão quando taxistas ameaçaram avançar sobre os protestantes para conseguir deixar os passageiros na área de embarque do aeroporto. Jornalistas foram hostilizados e carros de reportagem de tevês foram pichados. Um motorista de um carro particular chegou a avançar sobre os manifestantes, ferindo um ativista na perna. O motorista recuou e foi liberado sem o carro sem depredado.
    A Polícia esteve de prontidão da entrada do aeroporto. Quando o movimento começou a se diminuir as vias de acesso pela Carlos Jereissati foram liberadas. Na saída do protesto alguns manifestantes seguiram pela Avenida dos Expedicionários e queimaram dezenas de pneus usados de uma borracharia.
    Para amanhã esta marcado um protesto pela manhã com saída da Faculdade de Direitos da Universidade Federal do Ceará (UFC) e término na Procuradoria de Justiça do Estado. Os manifestantes protestarão contra o eles consideram violência policiais nos atos até agora feitos em Fortaleza.
    Para o jogo Espanha x Itália, na semifinal da Copa das Confederações, na próxima quinta-feira (27), na Arena Castelão, está sendo convocada pelas redes sociais uma grande manifestação. (Lauriberto Braga)
  • Atualizado às 19:01 23-junho-2013 | Por MSN Estadão
    BELO HORIZONTE - O comandante da Polícia Militar de Minas Gerais, coronel Márcio Sant”Ana, afirmou neste domingo, 24, que dá “como certo” um confronto violento durante manifestação prevista para ocorrer em Belo Horizonte na terça-feira, 26, quando a capital sediará jogo da seleção brasileira por uma das semifinais da Copa das Confederações. A previsão de novos embates se deve ao fato de a Polícia Civil mineira ter identificado “organizações criminosas extremistas”, inclusive com participação de pessoas de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, infiltradas nas manifestações realizadas na cidade.(Marcelo Portela)
  • Atualizado às 18:45 23-junho-2013 | Por MSN Estadão
    RIO DE JANEIRO - A passeata que saiu no fim da tarde de Copacabana começa a chegar às proximidades da Rua Aristides Espinola, no Leblon, onde mora o governador do Rio, Sergio Cabral. Toda a orla do Leblon e Ipanema foi interditada ao tráfego de veículos. Os manifestantes já ocuparam o local onde 20 pessoas estão acampadas desde sexta-feira à noite.

    Quando o número maior de manifestantes chegou, um dos acampados discursou utilizando um megafone. No discurso, pregou a não violência, pediu que os protestos sejam pacíficos e emendou reivindicando investigação sobre suposto envolvimento do governador Sergio Cabral com o escândalo no qual a construtora Delta, do empresário Fernando Cavendish, ocupou o centro de investigações sobre superfaturamento de obras. O discurso foi recebido por um coro de manifestantes com palavras de ordem contra o governador e depois, com todos cantando o Hino Nacional. (Vinicius Neder)
    Foto: Fabio Motta/Estadão
  • Atualizado às 18:40 23-junho-2013 | Por MSN Estadão
    SÃO PAULO - O Movimento Passe Livre decidiu na tarde deste domingo, 23, que não vai, pelo menos por enquanto, realizar novas manifestações na capital paulista. Porém, foi acordado que o movimento irá apoiar o ato do grupo Periferia Ativa “Comunidade em Luta” e do Movimento Trabalhadores Sem Teto, previsto para próxima terça-feira, 25, com concentração no metrô Capão Redondo e no Largo do Campo Limpo, às 7h.
    O ex-secretário de Transportes, Lúcio Gregori, que comandou a pasta durante a gestão da ex-prefeita Luiza Erundina esteve presente na reunião organizada pelo Movimento Passe Livre, na sede do Sindicato dos Metroviários, no bairro do Tatuapé. Gregori propôs aumentar o IPTU e outros impostos para que seja financiado o transporte público. “A tarifa zero é a libertação da escravidão do Brasil”, declarou Lúcio.
  • Atualizado às 18:23 23-junho-2013 | Por MSN Estadão
    FORTALEZA - Depois de duas horas e meia de protesto contra os gastos públicos para a Copa das Confederações e Copa do Mundo de 2014, em frente ao aeroporto internacional Pinto Martins, em Fortaleza, cerca de 300 pessoas começam a deixar a área. O protesto que tinha começado na via de acesso à Arena Castelão, a Avenida Alberto Craveiro, terminou na Avenida Carlos Jereissati, a única via de acesso ao aeroporto. Durante o ato houve momentos de tensão, quando taxistas ameaçaram avançar sobre os manifestante que interditaram as duas vias da Carlos Jereissati. Os  manifestantes furaram ainda pneus de carros de reportagem e picharam unidade móveis de emissoras de televisão. A Polícia fez uma barreira para não entrada dos manifestantes no aeroporto. Os passageiros tiveram que andar a pé um quilômetros com as malas nas mãos para não perder os voos. (Lauriberto Braga)

Manifestantes vão às ruas em Fortaleza, Porto Alegre e Rio de Janeiro

Geral

Em Fortaleza, protestos não chegaram à Arena Castelão, onde acontecia o jogo entre Nigéria e Espanha, pela Copa das Confederações. Em Porto Alegre, a marcha era contra a PEC 37. No Rio de Janeiro, manifestantes seguem acampados em frente ao prédio de Sérgio Cabral

Rio de Janeiro - Manifestantes fazem protesto em Copacabana contra a PEC 37
Rio de Janeiro - Manifestantes fazem protesto em Copacabana contra a PEC 37 (Yasuyoshi Chiba/AFP)
Os protestos continuaram, neste domingo, em grandes cidades do país. Em Fortaleza, manifestantes desistiram de marchar até a Arena Castelão, onde acontece neste momento o jogo entre Espanha e Nigéria, pela Copa das Confederações. A Polícia Militar barrou seu avanço nas proximidades do estádio. Com isso, o grupo de cerca de 500 manifestantes seguiu para a Avenida Carlos Jereissati, que dá acesso ao Aeroporto Internacional Pinto Martins e acabou sendo interditada.
Com a interdição da Carlos Jereissati, os passageiros que precisavam viajar estão seguindo a pé pelas avenidas de acesso ao aeroporto.
Porto Alegre - Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, cerca de 200 pessoas iniciaram, há pouco, uma caminhada em protesto no Parque Farroupilha, conhecido como Redenção, um dos mais tradicionais da capital gaúcha. A manifestação é, especialmente, contra a PEC 37.
Um abaixo assinado também está sendo divulgado entre os participantes. Em paralelo, ocorre uma marcha de crianças, organizada por meio das redes sociais. Os pequenos estão auxiliando na confecção de cartazes.
Rio de Janeiro - Começou há pouco a passeata pela orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. Os manifestantes protestam, entre outras coisas, contra os gastos excessivos nas obras dos estádios de futebol para a Copa e contra a PEC 37, proposta de emenda constitucional que restringe o poder de investigação do Ministério Público.
Neste momento, centenas de pessoas caminham pela Avenida Atlântica, no trecho tradicionalmente interditado aos domingos para funcionar como áreas de lazer, em direção ao Arpoador. Ainda não chegaram em frente ao hotel Sofitel, onde estão reunidos representantes da Fifa.
Também no Rio, cerca de 20 jovens continuam acampados na Avenida Delfim Moreira, na esquina da Rua Aristides Espínola, no Leblon, onde mora o governador Sérgio Cabral. Cartazes criticando a falta de recursos para saúde e educação e acusando Cabral de corrupção foram colocados no asfalto da avenida, fechada ao trânsito em seu trecho final.
Salvador - Os confrontos entre manifestantes e policiais em Salvador, entre a tarde e a noite deste sábado, apesar de menos intensos que os registrados na noite de quinta-feira, também deixaram muitos sinais de destruição pela cidade.
Duas agências bancárias e três lojas da região do Iguatemi, centro financeiro da cidade, tiveram as fachadas destruídas por pedradas. Pontos de ônibus, caixas de coleta de lixo e placas de trânsito foram destruídos, tanto no Iguatemi quanto no Centro, onde também houve confronto. No total, 40 pessoas, entre elas três adolescentes, foram detidas. Com três deles foram apreendidas garrafas de coquetel molotov.
Desta vez, porém, também chamaram a atenção as agressões sofridas por jornalistas que cobriam os confrontos. Três foram agredidos fisicamente por policiais, um foi ferido nas costas por uma bala de borracha e outro foi preso por desacato - liberado após prestar depoimento, na 16ª Delegacia (Pituba).
(Com Estadão Conteúdo)

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